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domingo, 22 de abril de 2012

Anencéfalo é o assunto do momento

Devido à descriminalização que permite à mãe escolher ou não pela interrupção da gestação, este assunto tem se multiplicado no movimento espírita. Não vou aqui falar diretamente do assunto, pois estamos de acordo que é aborto, e que se não há risco para a mãe é contra as leis naturais. Lembrando sempre do sagrado direito ao livre arbítrio.

Vamos considerar que havia um espírito ligado ao corpo, porque de acordo com a questão 356, os espíritos afirmam que há crianças natimortas que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nelas. É somente pelos pais que essa criança nasce. Como nossa medicina ainda não pode diagnosticar a presença ou não de um espírito, a atitude mais de acordo com a boa moral é considerar sua existência em todas as crianças.

Este espírito possui deformidades única e exclusivamente no corpo físico, pois o espírito não tem forma definida, ele a define pelo desejo de se comunicar e de ser reconhecido. Ainda somos apegados à matéria e parece difícil aceitar que o corpo não é mais nada além de uma roupa sensível e que nos permite interagir no planeta.

Ao morrer, o espírito que se ligava àquele corpo parte em busca de um novo corpo para reencarnar. Houve ligações com os pais? Até para o mais neófito a resposta é conhecida, pois nossas ligações não surgem necessariamente durante a gestação e nascimento, mesmo porque neste momento passamos por uma perturbação muito maior e mais longa do que a do desencarne.

Ninar, amar, conversar com a criança que se forma no ventre feminino é importante até para ajudar o espírito a passar o mais tranquilamente possível por esta perturbação toda.

Qual o papel do espiritismo nesta história toda? Instruir! Pois somente uma mãe instruída poderá utilizar-se plenamente de seu livre arbítrio. Jamais condenar alguém por uma escolha errada, pois nós as fazemos a todo momento. Quer entender o que ocorre? Estude a doutrina espírita ao invés de acreditar em todo relato meloso e fantasioso que já começa a surgir sobre o assunto.

Você só pode julgar aquilo que conhece e compreende.

Bjs

ClaudiaC.

sábado, 21 de janeiro de 2012

A Vida Futura em Nossas Vidas

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Este artigo foi baseado no estudo do texto A VIDA FUTURA de Allan Kardec, nas Obras Póstumas.

Kardec começa afirmando que a vida futura já não é mais um problema, isto porque tendo como premissa a sobrevivência da alma ou como diz Kardec na introdução do O Livro dos Espíritos “haver em si mesmo alguma coisa além da matéria”, todo aquele que tem uma crença religiosa, seja qual for, a tem baseada nesta premissa, como nos explicou Kardec no texto Consequências da Doutrina da Reencarnação sobre a Propagação do Espiritismo, na Revista Espírita de abril de 1862:

“Toda religião repousa necessariamente na vida futura e todos os dogmas convergem forçosamente para esse fim único. É visando atingir esse fim que eles são praticados; e a fé nos dogmas está na razão direta da eficácia que se lhes atribui para o alcançar. A teoria da vida futura é, pois, a pedra angular de toda doutrina religiosa. Se essa teoria pecar pela base; se abrir o campo a objeções sérias; se se contradisser; se se puder demonstrar a impossibilidade de certas partes, tudo vai abaixo. Antes de mais vem a dúvida, à qual sucede a negação absoluta, e os dogmas são arrastados no naufrágio da fé”.

Qual a influência que o conhecimento e a compreensão da vida futura tem sobre as nossas vidas? Para aqueles que não acreditam nela, que entendem que após a morte não existe nada, os materialistas, a vida futura não exerce influência alguma. De certa forma consagram o egoísmo e a vida pertence aos mais fortes e espertos. Porque deveriam suportar privações, corrigir seus defeitos, sentirem remorso ou se arrependerem, se toda e qualquer vida acaba com a morte do corpo. Como evitar o suicídio, por exemplo, se dentro desta lógica perversa não há motivos para a resignação? O Sr. Sanson, já desencarnado, disse a Kardec em resposta a uma pergunta na Revista Espírita de junho de 1862: ““-Sem dúvida; até a última hora alguns crêem no nada. Mas no momento da separação o Espírito passa por profundas reflexões; a dúvida o subjuga e o tortura, porque a si mesmo pergunta em que se tornará; quer agarrar-se a alguma coisa, mas não consegue. A separação não se pode dar sem essa impressão”.

Muitos dizem que estas pessoas, apesar de não acreditar em uma vida futura, fazem o bem e nisto tem mais mérito por não esperarem uma recompensa futura, mas será que eles não esperam uma recompensa nesta vida? Como diz Kardec “Serão eles insensíveis aos aplausos dos homens”?

Porém a simples crença na vida futura não é garantia de que uma pessoa terá interesse nas boas obras. Infelizmente muitos ainda não a compreendem, é ainda somente um conceito vago e este é um dos motivos pelo qual o homem não se preocupa com sua alma, porque comumente ouvimos desde crianças que não somos uma alma, mas temos uma alma. Lembrando a Lei do progresso, que diz que os homens não progridem todos ao mesmo tempo, nem da mesma forma e que o progresso moral é conseqüência do progresso intelectual, a crença da vida futura só poderá influenciar a moral de um indivíduo a partir do momento em que ele a compreende e esta transformação será diretamente proporcional à compreensão do indivíduo.

Kardec nos mostra isto na questão 783 do O Livro dos Espíritos: “O homem não pode permanecer perpetuamente na ignorância, porque deve chegar ao fim determinado pela Providência; ele se esclarece pela própria força das circunstâncias. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram pouco a pouco nas idéias, germinam ao longo dos séculos e depois explodem subitamente, fazendo ruir o edifício carcomido do passado, que não se encontra mais de acordo com as necessidades novas e as novas aspirações”.

Compreender a vida futura é a melhor forma de descobrir como viver a vida.

ClaudiaC.

Bibliografia

  • Kardec, Allan. Obras Póstumas. 25º edição, RJ, Feb.
  • Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. 68º edição, SP, Lake, janeiro 2009.
  • Kardec, Allan. Revista Espírita Jornal de Estudos Psicológicos Ano V 1862. 2º edição, RJ Feb, 2007.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mito da Caverna

Este texto de Platão é muito conhecido, principalmente no meio espírita, mas será que os espíritas perceberam que é sobre eles também?

Imaginem que a caverna de Platão é na verdade uma casa espírita, os espíritas são aqueles homens acorrentados pelas idéias (cabeça) e pela vontade (pés). Eles ficam lá observando as sombras da doutrina espírita. É isto mesmo! Sombras. E quem cria estas sombras são os trabalhadores da casa e principalmente os dirigentes desta.

Independente da forma como ela é orientada, cristã, ortodoxa ou qualquer outra designação, ela mostrará aos espíritas o que eles devem ver ou compreender. Os dirigentes colocarão as pessoas nas cadeiras e dirão estes conhecimentos que verão aqui são a verdade, a realidade, não pensem, não questionem, não debatam, ouçam as palestras e leiam os livros indicados.

Dia a dia os freqüentadores se sentam e admiram aqueles conhecimentos, que não são mentiras, apenas a sombra da verdade. A verdade é o sol. Os objetos são os conhecimentos, nossas criações. O que os homens de Platão admiram é a verdade filtrada pelos nossos conhecimentos.

Quando construímos o nosso conhecimento, através do estudo, da vivência, etc, nós construímos o objeto que será iluminado pela verdade, mesmo não sendo ainda a verdade em si. Mas quando queremos que o outro viva através do nosso conhecimento, sem permitir que ele construa seu próprio conhecimento, o prendemos no fundo da caverna obrigando-o a admirar a sombra daquilo que ele não conhecerá.

Mas um destes espíritas, aquele conhecido como rebelde ou obsediado, resolveu ter vontade própria libertando os pés, começou a pensar, questionar e saiu da caverna. Esse processo traz sofrimento, assim como todo crescimento. Então desejoso de compartilhar isto com seus amigos, ele volta à casa espírita. Lá sente-se confuso novamente pois não vê as coisas como via. Conta o que conheceu, mas não é mais aceito e geralmente é hostilizado.

Infelizmente esta é uma realidade em muitas casas espíritas, muitos destes “hostilizados” vão acabar criando suas CE e repetindo a mesma história. Quanto mais apegados às sombras mais brigam para mantê-las e justificá-las.

Mas lembrem-se que tudo isto é a sombra da minha leitura e reflexão do mito fabuloso de Platão. Tanto faz se pensar igual ou diferente, meu conselho é pense!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Espiritismo Cristão

Sempre que ouvia este termo junto vinha o complemento dizendo ser invenção do movimento espírita, mas durante o estudo do livro O Que é Espiritismo, na parte do O Espiritismo em sua Expressão mais Simples encontrei no ítem 34 do resumo dos ensinamentos dos espíritos o seguinte texto:

34. Enquanto a geração proscrita vai desaparecer rapidamente; surge uma nova geração, cujas crenças serão fundadas no Espiritismo cristão. Nós assistimos à transição que se opera, prelúdio da renovação moral cuja chegada o Espiritismo marca.

Será que foi Kardec o primeiro a usar este termo? Resolvi checar a versão em francês e encontrei:

34. Tandis que la génération proscrite va disparaître rapidement, une nouvelle génération s'élève dont les croyances seront fondées sur le
Spiritisme chrétien. Nous assistons à la transition qui s'opère, prélude de la rénovation morale dont le Spiritisme marque l'avènement.

A tradução da palavra chrétien é cristão. Kardec ou os espíritos foram os primeiros a utilizarem-se deste adjetivo para o espiritismo, mas devemos ampliá-lo porque na Revista Espíritas kardec explica que Cristo não diz respeito apenas ao homem Jesus de Nazaré, mas a um grupo de espíritos superiores simpáticos entre si e que buscam auxiliar na evolução dos homens.

Bjs

ClaudiaC.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como se movimenta o espírito no mundo espiritual

Olá amigos, este pequeno artigo é apenas uma reflexão lógica sobre o assunto. Como o espírito escolhe os lugares onde vai? Ele pode ir a qualquer lugar ou qualquer mundo?

Kardec pergunta na questão 232 do O Livro dos Espíritos se os espíritos errantes podem ir a todos os mundos, os espíritos respondem: “Conforme”. Diz ainda que ele pode ir como visitantes a mundos superiores, para entrevê-los e ter o desejo de melhorar. Os espíritos dizem também que o espírito está onde está seu pensamento.

Para compreender melhor esta idéia recorreremos ao filme Jumper 220PX-~1

David Rice é um jovem de 15 anos que descobre que tem a capacidade de se teletransportar para qualquer lugar, porém esta capacidade é limitada aos lugares que conhece. Para ir a um lugar que ele não conhece é preciso que ele olhe uma foto e assim toma conhecimento do local e para lá se teletransporta.

Como um espírito que evolui pode ir a um mundo mais evoluído, porém desconhecido? Como o pensamento pode ir a um local que ele não imagina? Deus permite que os espíritos visitem mundos superiores para torná-los conhecidos e quando o espírito alcançar a evolução necessária, seu pensamento poderá levá-lo rapidamente até lá porque o conhece.

Quanto mais conhecimento dos mundos tivermos maior a nossa capacidade de movimentação entre os mundos, por isto os espíritos puros podem ir aonde quiserem, pois conhecem a todos e possuem a evolução necessária para isto.

Não é importante apenas querer ir a um lugar, mas também conhecer o lugar aonde se deseja estar.

ClaudiaC.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

1º Congresso Espírita Paraense

A União Espírita Paraense promove o I Congresso Espírita Paraense nos dias 14 a 16 de Janeiro de 2011, no Centro de Convenções Hangar. O evento terá como tema Dons Mediúnicos, Comunicação dos Mortos com a Terra: Visão da Doutrina Espírita e como expositores: Divaldo Franco, Raul Teixeira, Marlene Nobre e Alberto Almeida. A conferência de abertura terá como tema: O caráter consolador da obra de Chico Xavier e a de encerramento Chico Xavier: mediunidade e caridade com Jesus e Kardec. Mais informações no site: www.paraespirita.com.br

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Incorporação Sob a ótica espírita

O termo incorporação de acordo com o dicionário Houaiss é o ato ou efeito de incorporar-se, significa a inclusão de um elemento em outro. Significa a encarnação, a corporação, a materialização e em algumas regiões o transe mediúnico. Incorporar vem do latim incorporatio que significa incorporação ou encarnação.

Popularmente se fala em incorporação com o sentido de um espírito entrar num corpo de outra pessoa e usa-lo para se manifestar, no filme Ghost há uma cena que demonstra claramente esta ideia, é quando a Atriz Whoopi Goldman esta no papel de médium, sentada em uma cadeira e os espíritos para se comunicarem tem que sentar ‘dentro’ do corpo dela.

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Kardec não usou o termo incorporação, porém este termo foi introduzido em três de suas obras pelos tradutores substituindo o termo em francês de médium falante:

- No O Evangelho segundo o Espiritismo:

“O Espiritismo vem revelar outra categoria de falsos cristos e de falsos profetas, bem mais perigosa, e que não se encontra entre os homens, mas entre os desencarnados. E a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudosabios, que passaram da Terra para a erraticidade, e se disfarçam com nomes veneráveis, para procurar, atrás da mascara que usam, tornar aceitáveis as suas ideias, frequentemente as mais bizarras e absurdas. Antes que as relações mediúnicas fossem conhecidas, eles exerciam a sua ação de maneira menos ostensiva pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, auditiva ou de incorporação”.

“Le spiritisme vient révéler une autre catégorie bien plus dangereuse de faux Christs et de faux prophètes, qui se trouvent, non parmi les hommes, mais parmi les désincarnès: c'est celle des Esprits trompeurs, hypocrites, orgueilleux et faux savants qui, de la terre, sont passes dans l'erraticité, et se parent de noms vénérés pour chercher, à la faveur du masque dont ils se couvrent, à accréditer les idées souvent les plus bizarres et les plus absurdes. Avant que lês rapports médianimiques fussent connus, ils exerçaient leur action d'une manière moins ostensible, par l'inspiration, la médiumnité inconsciente, auditive ou parlante”.

- Instruções Práticas sobre as Manifestações Mediúnicas

“A transmissão do pensamente dá-se também por intermédio do Espírito do médium, eu melhor, de sua alma, visto que designamos sob este nome o Espírito encarnado. O Espírito estranho, neste caso, não atua sobre a mão para fazê-la escrever, como não atua sobre a cesta. Ele não a segura, não a guia. Atua sobre a alma com a qual se identifica. A alma, sob este impulso, dirige a mão por meio do fluído que compõe seu próprio perispírito. A mão dirige a cesta e a cesta dirige o lápis. Notamos aqui coisa importante de ser registrada, que o Espírito estranho não se substitui a alma, pois não pode desalojá-la: ele a controla à revelia dela, imprimi-lhe sua vontade. Quando dizemos a revelia dela, queremos falar da alma atuando exteriormente pelos órgãos do corpo. Entretanto a alma, como Espírito, mesmo encarnado pode, perfeitamente, ter consciência da ação exercida sobre ela por um Espírito estranho. O papel da alma, nessa circunstância, é, algumas vezes, inteiramente passivo e então o médium, se é de incorporação, não tem nenhuma consciência do que escreve ou do que diz. Ocasionalmente, entretanto, a passividade não é absoluta; então ele tem uma consciência mais ou menos vaga, embora a mão seja arrastada por um movimento maquinal, ao qual a vontade permanece alheia”.

“La transmission de la pensée a aussi lieu par l'intermédiaire de l'Esprit du médium, ou mieux de son âme, puisque nous désignons sous ce nom l'Esprit incarné. L'Esprit étranger, dans ce cas, n'agit pas sur la main pour la faire écrire, pas plus que sur la corbeille ; il ne la tient pas, il ne la guide pas ; il agit sur l'âme avec laquelle il s'identifie. L'âme, sous cette impulsion, dirige la main au moyen du fluide qui compose son proper périsprit ; la main dirige la corbeille, et la corbeille dirige le crayon. Remarquons ici, chose importante à savoir, que l'Esprit étranger ne se substitue point à l'âme, car il ne saurait la déplacer : il la domine à son insu, il lui imprime sa volonté. Quand nous disons à son insu, nous voulons parler de l'âme agissant extérieurement par les organes du corps ; mais l'âme en tant qu'Esprit, même incarné, peut parfaitement avoir conscience de l'action exercée sur elle par un Esprit étranger. Lê rôle de l'âme, en cette circonstance, est quelquefois entièrement passif, et alors le médium n'a nulle conscience de ce qu'il écrit ou de ce qu'il dit, si c'est un médium parlante ; mais quelquefois la passivité n'est pas absolue, alors il en a une conscience plus ou moins vague, quoique sa main soit entraînée par un mouvement machinal et que sa volonté y reste étrangère”.

-O Livro dos Médiuns

“166. [...] Mas nem sempre a passividade do médium falante é assim completa. Há os que têm intuição do que estão dizendo, no momento em que pronunciam as palavras. Voltaremos a tratar desta variedade quando nos referirmos aos médiuns intuitivos (10)”.

”(10) Os médiuns falantes, chamados entre nós médiuns de incorporação, dividem-se assim nas duas classes conhecidas: médiuns conscientes e médiuns inconscientes. [...] (N. do T.)”.

O espírito que vai se unir a um corpo, encarnar, é sempre designado com antecedência, este escolhe a prova e pode também escolher o corpo, pois suas imperfeições são provas que o auxiliam em seu progresso espiritual, porém esta escolha nem sempre depende dele. Quando um espírito ainda não está pronto para realizar conscientemente a escolha, um corpo pode ser imposto como prova ou expiação.

A questão 345 do O Livro dos Espíritos nos traz uma informação importante: “A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse período o Espírito poderia renunciar a tomar o corpo que lhe foi designado”?

Resposta: “A união é definitiva, no sentido em que outro Espírito não poderia substituir o que foi designado para o corpo, mas, como os laços que o prendem são mais frágeis, fáceis de romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito que recua ante a prova escolhida. Nesse caso, a criança não vinga".

Esta resposta é importante, pois demonstra claramente que um corpo biológico somente obedece a um espírito pré-determinado, se este não desejar reencarnar, mesmo antes do nascimento, outro não pode se utilizar deste corpo e com base nesta compreensão podemos entender a questão 473 do mesmo livro que fala sobre os possessos:

“473. Pode um Espírito, momentaneamente, revestir-se do invólucro de uma pessoa viva, quer dizer, introduzir-se num corpo animado e agir em substituição ao Espírito que nele se encontra encarnado?”

“- O Espírito não entra num corpo como entras numa casa; ele se assimila a um Espírito encarnado que tem os seus mesmos defeitos e as suas mesmas qualidades, para agir conjuntamente; mas é sempre o Espírito encarnado que age como quer sobre a matéria de que está revestido. Um Espírito não pode substituir ao que se acha encarnado, porque o Espírito e o corpo estão ligados até o tempo marcado para o termo da existência material”.

Se fosse possível um outro espírito substituir mesmo que parcialmente um espírito ainda encarnado estaria derrogando uma lei natural, por isso é importante compreender a ligação do espírito com o corpo. Na A Gênese podemos encontrar uma boa explicação de Kardec:

“18. Quando o Espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que nada mais é senão uma expansão de seu perispírito, o liga ao germe em cuja direção ele se sente atraído por uma força irresistível desde o momento da concepção. À medida que o germe se desenvolve, firma-se o laço; sob influência do princípio vital material do germe, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo que o forma; daí se pode dizer que o Espírito, por intermédio de seu perispírito, de alguma forma toma raiz no germe como uma planta na terra. Quando o germe está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e então ele nasce para a vida exterior”.

“Por efeito contrário, esta união do perispírito e da matéria carnal, que se havia realizado sob a influência do princípio vital do germe, quando esse princípio cessa de agir em resultado da desorganização do corpo, a união, que apenas era mantida por uma força atuante, cessa quando essa força cessa de agir; então o Espírito se solta, molécula por molécula, como um dia se uniu, e o Espírito recupera sua liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo, mas a morte do corpo que causa a partida do espírito”.

È preciso também compreender como ocorre a mediunidade falante e para isto buscamos o O Livro dos Médiuns:

[...] “Ao servir-se deles, os Espíritos agem sobre os órgãos vocais, como agem sobre as mãos nos médiuns escreventes. O Espírito se serve para a comunicação dos órgãos mais flexíveis que encontra no médium. De um empresta as mãos, de outro as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos. O médium falante em geral se exprime sem ter consciência do que diz, e quase sempre tratando de assuntos estranhos às suas preocupações habituais, fora de seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência”.

“Embora esteja perfeitamente desperto e em condições normais, raramente se lembra do que disse. Numa palavra, a voz do médium é apenas um instrumento de que o Espírito se serve e com o qual outra pessoa pode conversar com este, como o faz no caso de médium audiente”.

Como Kardec afirma que os espíritos agem da mesma forma que na psicografia, vamos compreender como é esta ação:

“O Espírito comunicante age sobre o médium; este, assim influenciado, move maquinalmente o braço e a mão para escrever, não tendo (pelo menos no comum dos casos) a menor consciência do que escreve [...]”.

Kardec perguntou aos espíritos: “O Espírito comunicante transmite diretamente o seu pensamento ou tem como intermediário o Espírito do médium”? Eles deram a seguinte resposta:

“- O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para a comunicação e porque é necessária essa cadeia entre vós e os Espíritos comunicantes, como é necessário um fio elétrico para transmitir uma notícia à distância, e na ponta do fio uma pessoa inteligente que a receba e comunique”.

Coloco a seguir um trecho de um texto dado por dois espíritos superiores, Erasto e Timóteo:

“Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, mecânicos, semimecânicos ou simplesmente intuitivos, nossos processos de comunicação por meio deles não variam na essência. Com efeito, nossas comunicações com os Espíritos encarnados, diretamente, ou com os Espíritos propriamente ditos, se realizam unicamente pela irradiação do nosso pensamento”.

“Nossos pensamentos não necessitam das vestes da palavra para que os Espíritos os compreendam. Todos os Espíritos percebem o pensamento que desejamos transmitir-lhes, pelo simples fato de o dirigirmos a eles, e isso na razão do grau de suas faculdades intelectuais. [...] o Espírito encarnado que nos serve de médium é mais apropriado para transmitir o nosso pensamento a outros encarnados, embora não o compreenda, o que um Espírito desencarnado, mas pouco adiantado não poderia fazer, se fôssemos obrigados à sua mediação. Porque o ser terreno põe o seu corpo, como instrumento, à nossa disposição, o que o Espírito errante não pode fazer”.

Se para um Espírito superior se comunicar com um espírito encarnado é necessário que um médium seja interprete por ainda estar ligado ao corpo, atuando como fio elétrico entre emissor e receptor, por que numa possessão ele pode atuar sem o fio condutor?

Não é possível para o espírito encarnado simplesmente se libertar, mesmo que parcialmente, de seu corpo, pois como Kardec colocou na A Gênese o espírito é atraído por uma força irresistível.

Numa possessão como Kardec afirma o espírito se apodera do corpo, mas isto não quer dizer que ele o controla diretamente como se nele estivesse encarnado, mas ele tem o domínio do corpo através do perispírito do encarnado, como ocorre na mediunidade. Se a possessão for de um espírito bom o encarnado lhe cede o controle voluntariamente como o faz um médium, mas se a possessão for feita por um espírito mau, ela ocorre pela ausência de força moral do possuído para resistir à dominação.

O termo incorporação pode não ser adequado à mediunidade falante nem ao processo possessivo. Ele tem como melhor significado o ato de se ligar ao corpo material, ou seja, é na verdade sinônimo de encarnação.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fome?

Hoje enquanto escrevo meu corpo exausto descansa na cadeira. Acabei de chegar de uma plantação de tomate onde fui colher alguns frutos. O funcionário sensibilizado avisou a vizinhança que os pés seriam derrubados e quem quisesse poderia colher. Lá fomos nós.

Havia muitos, mas muitos tomates ainda enquanto os rapazes derrubavam os pés. Colhemos quatro caixas. Como o dono somente conseguiu R$3,00 por caixa, achou que não valia a pena e resolveu destruir tudo e plantar outra coisa.

Saí de lá com uma questão na cabeça:

“Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem”?

“-É que o homem a negligencia, é ingrato, e, no entanto é ela uma excelente mãe. Frequentemente ele ainda acusa a Natureza pelas conseqüências de sua imperícia ou da sua improvidência. A Terra produziria sempre o necessário, se o homem soubesse contentar-se. [...]”.(O Livro dos Espíritos, questão 705)

Um agricultor tem todo o direito de lucrar com seu trabalho, que além de importante é extremamente exaustivo, mas há um limite? Talvez o limite do bom senso? O desperdício de alimento é sempre algo que nos chama a atenção.

Todos nós temos o livre arbítrio de fazer aquilo que acreditamos ser o melhor no momento, se não for aprenderemos com o tempo e com a experiência.

domingo, 29 de agosto de 2010

O nascimento de uma Lenda espírita

Hoje recebi um email do qual retiro um parágrafo que demonstra que a fé cega é algo que paraliza a razão:

“Em reunião mediúnica ocorrida na Casa de Padre Pio dia 06 de agosto, onde trabalha o produtor executivo do filme , a Espiritualidade presente revelou que falanges se preparam para descer à Terra e  atuar durante cada sessão em que o filme passar : cidades espirituais serão esvaziadas, tratamentos espirituais serão realizados, desligamentos de processos obsessivos ocorrerão... tudo isso marcando uma Nova Era que se inicia nesse planeta abençoado...”

Pela mensagem o cinema que é uma estrutura voltada ao lazer será território sagrado. As cidades espirituais serão esvaziadas…….mas não existem cidades espirituais! O mundo espiritual é unicamente e essencialmente moral e as únicas pessoas capazes de desligar uma obsessão são os responsáveis por ela, obsessor e obsediado.

E se alguém fizer um filme pirata? Quando uma pessoa assistir também terá direito a receber a benção destas falanges? Ou recebem apenas aqueles que pagarem o ingresso e engordarem a bilheteria dos filmes nacionais?

Todos nós temos que valorizar o cinema nacional que tem evoluído e criado grandes filmes de curta e longa metragem, mas acreditar que os  bons espíritos vão salvar os homens durante a projeção do filme é no mínimo propaganda enganosa e isto no Brasil é crime.

Para a doutrina espírita ninguém deve pagar por qualquer tipo de tratamento espiritual e isto inclui ingresso para o cinema.

Assim como existem lendas urbanas absurdas estão criando agora as lendas espíritas.

Eu vou assistir em dvd para conseguir um tratamento à domicílio.

Bjs

ClaudiaC.

domingo, 15 de agosto de 2010

O Homem dorme seu espírito jamais.

O que é o sono e por que nós, humanos encarnados, dormimos? De acordo com o dicionário Houaiss sono é o “estado fisiológico temporário, que ocorre periodicamente, caracterizado por supressão da vigilância, desaceleração do metabolismo, relaxamento muscular, diminuição da atividade sensorial, suspensão das experiências conscientes que estão referidas no momento ao indivíduo e ao mundo e pela aparição concomitante de sonhos.” Uma boa noite de sono garante ao ser humano um bom desempenho físico e mental. Algumas pesquisas de laboratório que utilizaram ratos demonstraram a importância do sono para o ser, as cobaias não agüentaram ficar mais de dez dias sem dormir vindo a falecerem por infecção generalizada. De certa forma podemos dizer que dormimos para sobreviver no mundo físico.

A idéia de que a alma dorme após a morte do corpo é muito antiga, na Idade Média ensinava-se uma doutrina, a Psicopaniquia, segundo ela a alma, por ocasião da morte, passa a um sono que dura a noite da morte, saindo da inconsciência apenas no momento da ressurreição (Dicionário enciclopédico de teologia, Arnaldo Schüler). Os Adventistas do Sétimo Dia retomaram esta doutrina nos tempos da Reforma Protestante.

Para a doutrina espírita o sono não é uma necessidade do espírito, como pode ser visto na questão 254 do O Livro dos Espíritos de Allan Kardec:

“254. Os Espíritos sentem fadiga e necessidade de repouso?

- Não podem sentir a fadiga como a entendeis, e portanto não necessitam do repouso corporal, pois não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas. Mas o Espírito repousa, no sentido de não permanecer numa atividade constante. Ele não age de maneira material, porque a sua ação é toda intelectual e o seu repouso é todo moral. Há momentos em que o seu pensamento diminui de atividade e não se dirige a um objeto determinado; este é o verdadeiro repouso, mas não se pode compara-lo ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está na razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam.”

Os Espíritos são muito claros e diretos na questão 401 afirmando que o espírito jamais está inativo

“401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. ””

Na A Gênese Kardec explica: “Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, não que os manipulem como os homens manipulam os gases, mas com o auxílio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos aquilo que a mão é para o homem.” Por este motivo o espírito não possui órgãos, ele não necessita deles.

A idéia ou a imagem do espírito dormindo pelo motivo que for é mais um reflexo de uma crença íntima e individual do que de um retrato de uma realidade espiritual.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mistério: estudantes de uma localidade de Itatira entram em transe

“Um fenômeno paranormal está afetando estudantes, a maioria meninas, da Escola de Ensino Fundamental Eduardo Barbosa no Distrito de Cachoeira BR, no Município de Itatira, cidade localizada no Sertão Central a 220 quilômetros de Fortaleza. O caso está deixando as autoridades do Município sem uma explicação.

De acordo com depoimentos das vítimas os sintomas são: dores musculares, de cabeça, sufoco no sistema respiratório, no peito, palidez, calafrio, dificuldades para caminhar, náusea, paralisia muscular, aumento nos batimentos do coração, pressão alta, desmaio, inquietação e medo de morrer.

O fato está deixando o secretário de Educação de Itatira, Antônio Inácio, preocupado, pois as vítimas, segundo ele, ficam em transe, agressivas e com perda de identidade. Os jovens, entre 11 e 16 anos, depois que voltam ao normal, não conseguem lembrar nada.

Os familiares, professores e amigos das estudantes, quando estão presentes no momento do fenômeno, ficam apavorados, correm de um lado para outro e precisam agir com rapidez para carregá-las nos braços e levá-las aos hospitais mais próximo em Canindé, Lagoa do Mato e Madalena. A ocorrência começou no último dia 2 e se estendeu por toda a semana. Já atingiu 32 alunas e um estudante.

Após o transe

Após o momento de transe, as meninas se recuperam e voltam a conversar normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Para os pais, como não há um diagnóstico para o que está acontecendo, o jeito é acreditar em Deus. Para a auxiliar de serviço da instituição educacional onde se presencia o fato, Francisca Zeneide da Silva, todas as crianças que são dominadas pelo fenômeno agem da mesma forma e, ao retomarem os sentidos, não lembram nada. “Quando acontece com uma, todas ficam em pânico”, conta ela.

A diretora da Escola Nazaré Guerra, Eliane Dias, situada em Lagoa do Mato, que tem um anexo funcionando na Escola Eduardo Barbosa, local onde estão ocorrendo os fatos paranormais, não esconde o medo de tudo isso e já pensa em buscar solução junto ao Estado e até mesmo um parapsicólogo. “Vamos nos reunir com as autoridades do Município para buscarmos uma solução. Está todo mundo apavorado, nunca tinha presenciado nada igual ao que vi na última sexta-feira, dia 4″, disse. Ela autorizou a suspensão das aulas até que seja esclarecido o ocorrido.

Celebração

Para tentar conter o avanço do fenômeno, o padre Guilherme Afonso de Andrade Pessoa foi convidado a celebrar uma missa na própria escola. No momento de oração, o que se viu foi à repetição da cena por diversas vezes. Em uma determinada ocasião, uma aluna, Graziele da Silva, entrou em transe e mudou totalmente a voz. Houve uma grande correria. Essa é a reação que ocorre para quem presencia a cena. A adolescente dizia que estava com medo e pedia para não deixá-la morrer e chorava muito.

O padre disse que a Igreja é muito prudente em tudo. “É preciso aprofundar bem as coisas, para não dizer palavras sem anexo. A Igreja só emite opinião depois de um estudo aprofundado”, disse.

O pastor evangélico, José Carlos, de Lagoa do Mato, distrito mais próximo do local dos acontecimentos, acredita que pode ser uma força espiritual que está agindo dentro da escola, já que da unidade educacional, três jovens morreram em acidentes. “Talvez eles estejam vagando precisando de reza”.

TENSÃO

Estudantes relatam angústia e medo

Itatira. Para quem sofre na pele o fenômeno, conta que são momentos angustiantes. De acordo com a estudante Andréia Alves Marcolino, de 16 anos, a “perseguição deste fenômeno é de exato um mês. É tudo muito rápido, começa com um calafrio, depois as mãos ficam trêmulas, os batimentos do coração ficam acelerados, dá sede, um sufocamento toma conta do tórax, as pernas não seguram o corpo e aos poucos vem o desmaio. Quando volto ao normal, não dá para relembrar de nada”, relata.

Um dos garotos que vivenciou o problema, Marlei Alves Marcolino, de 14 anos, diz que os acontecimentos acontecem em série. “Quando tudo começa dá uma dor no peito, um arrepio, uma agitação que dá vontade de correr, gritar e pedir para não morrer. A gente desmaia, perde o sentido e o que é pior fica com a voz conturbada. No dia que aconteceu comigo, a professora disse que mais seis alunas sofreram o mesmo ataque”, conta.

Emoção

Outra estudante que se emociona e chega a chorar ao descrever a situação é Francisca Diana Lôbo Loiola, de 18 anos. “De imediato dá um nervosismo. Fiquei tonta, bateu um suor frio, a voz fica enrolada e grossa e a força que penetra na mente pede que reze missa e faça orações porque ele não vai ficar satisfeito enquanto não realizar a sua missão. É uma adrenalina muito forte. Estou com muito medo de voltar à sala de aula.”

Fontes:

http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/jornal-hoje-destaca-estudantes-que-entram-em-transe-no-ceara/1282457/#

http://www.comportamento.net/noticias/alunos-em-transe-no-ceara/

Comentário:

O transe é um estado alterado de consciência, ou, um estado anômalo da consciência que, em diferentes graus de intensidade, se dissocia global ou parcialmente dos centros psicossomáticos, mantendo ou não a sensibilidade e a lucidez, em condições de baixa tensão psíquica. (L. Palhano Jr., pg. 33)

Segundo a doutrina espírita o transe pode ser desencadeado pelo próprio indivíduo através de fatores anímicos, este tipo de transe pode ser espontâneo ou provocado dependendo dele ter consciência de seu poder. O transe também pode ser desencadeado por fatores externos pela influência do mundo espiritual ou por uma força magnética qualquer, a este tipo de transe denominamos transe mediúnico.

O tempo de duração do transe é muito variável, podendo ir desde um breve momento praticamente imperceptível até um tempo bem extenso onde pode verificar evidentes estados alternados de consciência. Durante o transe é possível do médium vidência e a psicografia e quando o transe for muito profundo é possível se observar fenômenos de psicofonia associados à gesticulação fenômeno conhecido como psicopraxia.

Apenas pelo relato da notícia não é possível afirmar quais as causas destes transes ocorridos, pois elas podem variar desde da histeria, pode ser oriundo de uma auto-sugestão indutiva, uso de substâncias tóxicas ou alucinógenas até por indução de espíritos.

Cerviño escreveu: “A sugestão consiste, afinal, em inocular na subconsciência de outrem uma representação, um sentimento, um impulso, que lhe escapa ao crivo racional e se cumpre automaticamente, desde que não colida com seus princípios morais. (L. Palhano Jr., pg.38)

A mediunidade é uma faculdade do homem e pode surgir a qualquer momento, muitos dizem que ela deve ser desenvolvida, mas ela já está pronta, o que é necessário é educar o médium para que possa utilizar da melhor maneira possível esta faculdade.

Alguns alunos dizem ver o espírito de um aluno desencarnado, chegando a descrevê-lo.  Um jovem diz que dá vontade de correr, gritar e pedir para não morrer, supondo entender que estes transes são mediúnicos, poderíamos imaginar com este relato que o jovem desencarnado esteja em estado de perturbação começando a se dar conta que desencarnou e desesperado busca se comunicar com amigos e outros alunos.

O medo e a histeria tomam conta da situação pela ignorância do que esteja ocorrendo e pelas interpretações místicas e fantasmagóricas que se façam mesmo sem uma má intenção.

Para a doutrina espírita o esclarecimento dos encarnados e desencarnados, o amparo e o consolo deste espírito desencarnado em sofrimento e desespero poderiam acalmar as coisas.

Fonte:

O LIvro dos Médiuns, Allan Kardec

Transe e Mediunidade, L. Palhano Jr.

domingo, 13 de junho de 2010

Mundo Espiritual ou Realidade Virtual?

RV 

De acordo com a Wikipédia a realidade virtual, também conhecida como ambiente virtual é uma tecnologia de interface, ou seja de um meio pelo qual o usuário interage com um programa. Esta tecnologia foi desenvolvida para recriar ao máximo a sensação de realidade para um indivíduo, levando-o a adotar essa inteiração como uma de suas realidades temporais. Diz ainda:” Além da compreensão da RV como simulação da realidade através da tecnologia, a RV também se estende a uma apreensão de um universo não real, um universo de ícones e símbolos, mas permeando em um processo de significação o espectador desse falso universo o fornece créditos de um universo real. Em suma, uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Dentro da realidade virtual é possível criar um ambiente comum que será compartilhado por vários usuários em vários lugares diferentes se encontrando neste mesmo ambiente. O usuário tem a sensação real de estar dentro do mundo virtual e que é capaz de manipular os objetos ali presentes como se eles fossem reais, pois eles respondem à interação do usuário.

A grande vantagem da realidade virtual é o conhecimento intuitivo do usuário a respeito do mundo físico pode ser transferido para manipular o mundo virtual.

O usuário vê e sente esta realidade através de dispositivos eletrônicos, no caso um capacete que cobre os olhos com uma espécie de tela por onde ele vê o ambiente e uma ou duas luvas que transmitem ao indivíduo as sensações dos toques e movimentos.

No livro A Gênese Kardec escreveu: “O pensamento cria imagens fluídicas, e se reflete no envoltório perispiritual como num espelho; o pensamento toma corpo e aí se fotografa de alguma forma. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar outro; embora seu corpo material esteja impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as variações; executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígnio de cumprir; o pensamento cria a imagem da vítima, a cena inteira se pinta, como em um quadro, tal como está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Todavia, vendo a intenção, pode pressentir a realização do ato que se lhe seguirá, porém não pode determinar o momento em que ele se realizará, nem precisar seus detalhes, nem mesmo afirmar se ele virá a realizar-se, pois as circunstâncias ulteriores podem modificar os planos e mudar as disposições. Ela não pode ver aquilo que ainda não está no pensamento; o que ela vê, é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.”

Assim como na realidade virtual um espírito desencarnado, mas ainda muito apegado à Terra irá transferir para o seu mundo espiritual aquilo que desejaria no mundo material. Ele, através do pensamento, do desejo e do seu conhecimento vai criando um mundo ao seu redor.

O perispírito funcionaria como o capacete da realidade virtual, mas o faz de uma forma completa, abrangendo os 360ª ao mesmo tempo também que atua como a luva transmitindo ao espírito a sensação da imagem ou cena criada.

Quando um espírito relata um mundo espiritual como uma ‘cópia’ melhorada do mundo físico, não estaria ele criando ao seu redor um ambiente virtual tão poderoso que seja capaz de fazê-lo se prender a ele? Se nós somos capazes de nos ‘perder’ numa realidade virtual criada por um computador mesmo tendo o corpo físico, o que a nossa própria mente não faria se ela pudesse comandar também as nossas sensações?

Não que seja este mundo uma mentira propriamente dita, mas seria um ambiente virtual apenas criado e mantido pelo apego à matéria, mas em nenhum momento seria um mundo real, sendo “uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Bibliografia consultada:

clip_image001 http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_virtual

clip_image001[1] A Gênese, Allan Kardec

sábado, 12 de junho de 2010

Orientação do guia do médium

Gostaria de transcrever aqui para a nossa reflexão, um pequeno trecho da obra O Céu e o Inferno de Allan Kardec, segunda parte, capítulo VII, Espíritos Endurecidos, Xumene:

“O Guia do médium.- Filha, terás muito trabalho com este Espírito endurecido, mas o maior mérito não advém de salvar os não perdidos. Coragem, perseverança, e triunfarás afinal. Não há culpados que se não possam regenerar por meio da persuasão e do exemplo, visto como os Espíritos, por mais perversos, acabam por corrigir-se com o tempo. O fato de muitas vezes ser impossível regenerá-los prontamente, não importa a inutilidade desses esforços. Mesmo a contragosto, as idéias sugeridas a esses Espíritos fazem-nos refletir. São como sementes que, cedo ou tarde, tivessem de frutificar. Não se arrebenta a pedra com a primeira marretada.

Isto que te digo pode aplicar-se também aos encarnados e tu deves compreender a razão porque o Espiritismo não torna imediatamente perfeitos nem mesmo os mais crentes adeptos.

A crença é o primeiro passo; vem em seguida a fé e a transformação por sua vez, mas além disso, força é que muitos venham revigorar-se no mundo espiritual.

Entre os Espíritos endurecidos, não há perversos e maus. Grande é o número daqueles que, sem fazer o mal, estacionam por orgulho, indiferença ou apatia. Estes, nem por isso, são menos infelizes, pois quanto mais os aflige a inércia tanto mais se vêem privados das mundanas compensações.

Intolerável, certamente, se lhes torna a perspectiva do infinito, porém eles não têm a força nem a vontade para romper com essa situação. Queremos referir-nos a esses indivíduos que levam uma existência ociosa, inútil a si como ao próximo, acabando muitas vezes no suicídio, sem motivos sérios, por enfado da vida.

Em regra, esses Espíritos são menos passíveis de imediata regeneração do que aqueles que são positivamente maus, visto como estes ao menos dispõem de energia e, uma vez doutrinados, votam-se ao bem com o mesmo ardor com que se votavam ao mal.

Aos outros, muitas encarnações se fazem necessárias para que progridam, e isto pouco a pouco, domados pelo tédio, procurando para se distraírem qualquer ocupação que mais tarde venha a transformar-se em necessidade”.

 

Bjs

ClaudiaC.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Influência Espiritual no trabalho do bem

Ao final desta parte, uma cena na novela Escrito nas Estrelas me fez recordar a questão 459 do O Livro dos Espíritos, onde Kardec pergunta se os espíritos influem nos nossos pensamentos e nas nossas ações, os Espíritos assim responderam:

“- Nesse sentido, a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem.”

No livro O Livro dos Médiuns assim Kardec escreve sobre os médiuns inspirados (cap XV item 182):

“Recebemos a inpiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal. Mas ela é principalmente a ajuda dos que desejam o nosso bem, e cujos conselhos rejeitamos com muita frequência. Aplica-se a todas as circunstâncias da vida, nas resoluções que devemos tomar. Nesse sentido pode-se dizer que todos são médiuns, pois não há quem não tenha os seus Espíritos protetores e familiares, que tudo fazem para transmitir bons pensamentos aos seus protegidos. Se todos estivessem compenetrados dessa verdade, com mais frequência se recorreria à inspiração do anjo guardião, nos momentos em que não se sabe o que dizer ou fazer.”

O médico que também é médium se coloca como instrumento de Deus na realização do bem ao próximo, isto mais sua serenidade ajudam a sintonizar com um bom espírito que o auxilia na operação.

Porque este espírito não auxiliou a médica? Porque provavelmente ela não permitia a sintonia, devido a inquietude, à emoções. Talvez sequer conseguisse ouvir um conselho ou uma orientação.

Somos nós que criamos em nós e ao nosso redor as condições ideais para a boa comunicações com os bons espíritos, ou condições para a sintonia com espíritos tão ou mais sofredores do que nós.

Bjs

ClaudiaC.

PS: Eu tentei colocar só a cena no hospital mas devido ao fraco sinal não consegui fazer o upload.

domingo, 23 de maio de 2010

Inspiração

“Há algum tempo me pergunto como funciona esse processo maluco da inspiração. Não sou, obviamente, o único cara a questionar como funciona esse lance de, um dia, vc conseguir escrever/ compor/ criar algo que acredita, e que faz com que seu trabalho tenha valor... para, no outro, não conseguir produzir nada, coisa alguma, como se sua cabeça fosse vazia como parece ser, num momento como esse, o seu talento.

[…]

Eu sou um cara que vive questionando a minha. Desde a infância, meu mundo interior sempre foi muito complexo. Acabei canalizando minhas inspirações para o lado artístico, e me revezei entre o desenho, música, escrita e interpretação ao longo da vida. Muitas vezes fui bem feliz com idéias boas que me alçaram a alguma coisa... consegui, em boas fases de produção, compor peças para violão, preparar um ou outro troço bacana para algum personagem de teatro, armar situações e questionamentos originais e divertidos para o CQC, etc, etc. Mas, fixando o texto no campo da inspiração de artista mesmo, minha relação com essa magia estranha foi e ainda é bem conturbada.

[…]

Por isso, "Encantada". Gravada por mim no sábado, 22-05, na Radar Sonorização. Em primeira mão para os leitores desse blog e, em outubro, no CD independente, intimista e autoral que vcs terão à disposição - e que é, pra encerrar a história toda, o resumo do meu namoro com a Inspiração nos últimos anos de paixão violonística.

Um abraço, Rafa”

Versão não definitiva para o CD. Aguardando equalizações e tratamentos de áudio

Por Rafael Cortez às 22h09

http://rafael.cortez.zip.net/arch2010-05-23_2010-05-29.html#2010_05-23_23_09_09-145974756-0

Ao ler este belo texto no blog do Rafael Cortez, ao qual reproduzi pequenos trechos, falando ou melhor refletindo sobre a inspiração, lembrei-me de um trecho do O Livro dos Médiuns que fala dos médiuns inspirados e que transcrevo abaixo:

“183. Todos os homens de gênio, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de conceber grandes coisas e de trazê-las wm si mesmos. Ora, é precisamento por julgá-los capazes que os Espíritos, quando querem realizar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias. E é assim que eles são, na maioria das vezes, médiuns sem o saberem. Eles têm, não obstante, uma vaga intuição de serem assistidos, pois aquele que apela à inspiração faz uma evocação. Se não esperasse ser ouvido, porque haveria de clamar com tanta frequência: Meu bom gênio, venha ajudar-me!

As respostas seguintes confirmam esta asserção:

- Qual a causa primeira da inspiração?

- A comunicação mental do Espírito.

-A inspiração não se destina apenas a grandes revelações?

- Não. Ela se relaciona quase sempre com as mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo: queres ir a algum lugar e uma voz te sugere fazer uma coisa em que não pensavas. Isso é inspiração. Há bem poucas pessoas que não tenham sido inspiradas em diversas ocasiões.

- Um escritor, um pintor, um músico, por exemplo, nos momentos de inspiração poderiam ser considerados médiuns?

- Sim, pois nesses momentos têma a alma mais livre e como separado da matéria, que então recobra em partes as suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as comunicações dos Espíritos que a inspiram.”

“O mistério da inspiração é assim explicado como um processo de semidesprendimento da alma. Nesse estado, o artista amplia a sua visão das coisas, adquire percepções extra-sensoriais e entra em comunicação com os amigos espirituais que o ajudam”. Nota de J.Herculano Pires tradutor do O Livro dos Médiuns.

Talvez por isso que normalmente as pessoas se sentem mais inspiradas quando estão tristes ou melancólicas, pois ficam mais introspectivas e reflexivas. Meditando e refletindo acabam se concentrando e se semidesprendendo, estabelecendo contato mais direto com estes amigos e recebendo a inspiração.

Bjs

ClaudiaC.


domingo, 9 de maio de 2010

A ALMA

06

Estudo com base in O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Livro II, Cap. II, DA ALMA.

Existem alguns termos que precisam ser bem esclarecidos para que se possa realmente compreender a doutrina espírita, são termos essenciais e formam a base lógica dos conceitos e fenômenos espíritas. São eles: alma, espírito, Espírito, princípio vital, princípio intelectual e perispírito.

A alma é uma palavra que tem diversas significações: a alma materialista é aquela que representa o princípio da vida orgânica material, não sobrevive ao corpo material; a alma panteísta representa a alma universal única, um princípio universal único, Deus, existe distinta do corpo mas não possui individualidade; alma espiritualista que representa o ser moral, distinto e independente da matéria. Para podermos compreender melhor este termo à luz da Doutrina Espírita é preciso especificar qual é o significado que Kardec deu a este termo logo na Introdução do O Livro dos Espíritos: Pensamos que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar e, por isso, chamamos alma ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo.(1) Isto é importante porque muitas vezes as divergências de opiniões sobre a natureza da alma tem origem da aplicação particular que cada um faz desta palavra.

Na questão 23 do O Livro dos Espíritos Kardec pergunta o que é o espírito e obtém a resposta de que é o princípio inteligente do Universo. Na questão 76 ele pergunta como podemos definir os Espíritos e os Espíritos respondem que eles são os seres inteligentes da Criação e povoam o Universo.(2) É preciso perceber que Kardec falou de dois conceitos diferentes designados pela mesma palavra e por isso ele as diferenciou utilizando a primeira letra em maiúscula e minúscula.

Para o princípio da vida material e orgânica que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas até o homem, denominou-se Princípio Vital, que é também designado de fluido magnético, fluido nervoso, entre outros.

O Homem é formado por três partes essenciais, isto quer dizer, ele tem a sua natureza constituída por três partes: A primeira, mais conhecida para nós, é o corpo material, semelhante aos dos demais animais e também animado pelo princípio vital; o segundo é a alma, que como espírito encarnado habita temporariamente este corpo; e o terceiro é o envoltório do espírito, conhecido por perispírito e que por ser de substância semi material faz a ligação entre o corpo e a alma. De forma análoga podemos ver numa fruta, uma casca externa, uma polpa e uma semente.

“As palavras alma e Espírito, se bem sinônimas e empregadas indiferentemente, não exprimem exatamente a mesma idéia. A alma propriamente falando, é o princípio inteligente, princípio inapreensível e indefinido como o pensamento. No estado dos nossos conhecimentos, não podemos concebê-la isolada da matéria de modo absoluto. O perispírito, embora formado de matéria sutil, dela fez um ser limitado, definido e circunscreveu a sua individualidade espiritual; de onde se pode formular esta proposição: A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o HOMEM; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado ESPÌRITO.[...] Em resumo, a alma é o ser simples, primitivo; o Espírito é o ser duplo; o homem é o ser triplo; confundindo-se o homem com suas roupas, ter-se-á um ser quádruplo.”(3)

Resumindo podemos assim diferenciar os conceitos: alma é o princípio inteligente que passa por um processo de transformação tornando-se um Espírito, que necessita progredir reencarnando e por isso se reveste de um corpo semi-material chamado perispírito. Reencarna num corpo animado pelo princípio vital e age nele através de seu perispírito.

É preciso compreender que a alma e o corpo constituem o homem mas são independente entre si, isto quer dizer que o corpo físico é apenas um envoltório temporário que possibilite a alma agir na matéria, mas este corpo é animado pelo princípio vital, quando o corpo se deteriora e não consegue mais funcionar, ele perde o princípio vital e ‘liberta’ a alma que o abandona. Os espíritos nos explicam: A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica.(4)

Outra coisa importante é compreender que uma mesma alma não pode encarnar-se em dois corpos diferentes, porque a alma é indivisível. Em algumas situações específicas pode-se parecer que sim, mas para estes casos fez-se necessário estudar a bicorporiedade e transfiguração que fornecerão uma explicação lógica e racional.

A alma não está encerrada no corpo, como o pássaro numa gaiola. Ela se irradia e se manifesta no exterior, como a luz através de um globo de vidro ou como o som em redor de um centro sonoro. É por isso que se pode dizer que ela é externa, mas não como um envoltório do corpo. (5) Isto é facilmente compreendido quando estudamos as propriedades do perispírito, onde uma delas a penetrabilidade afirma que nenhuma matéria pode lhe oferecer resistência, eles atravessam todas como a luz atravessa os corpos transparentes, desta forma sendo o corpo matéria ele não poderia conter algo ao qual não exerce nenhuma resistência(5). O perispírito é atraído por uma força irresistível desde o momento da concepção, firma-se o laço de união sob influência do princípio vital material do germe e se une ao corpo, e é este princípio que mantém a alma ligada ao corpo.(6)

NOTAS

(1) Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Introdução.

(2)___________, O Livro dos Espíritos, Livro I, cap. II, questões 23 e Livro II, cap. I, questão 76.

(3)___________, Revista Espírita maio de 1864, A Alma pura de minha irmã Henriette

(4)___________, O Livro dos Espíritos, Livro II, cap. II, questões 136-a.

(5)___________, O Livro dos Médiuns, cap. VI, item 106.

(6)___________, A Gênese, cap. XI, item 18.

sábado, 8 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

1º Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade e 4º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita

Imagem do objeto

4, 5 e 6 de setembro
Centro de Convenções Rebouças - São Paulo/SP
Associação Brasileira de Pedagogia Espírita
Unisanta (Universidade Santa Cecília)

PROGRAMAÇÃO
Saúde e espiritualidade

• Viagens para o bem-estar - caminhos terapêuticos e pedagógicos
Dr. Robert Cloninger (Universidade Washington, Saint-Louis- EUA)
• Evidências do impacto da espiritualidade sobre a saúde
Dr. Alexander Moreira-Almeida (Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF-MG)
• O ProSer e seus projetos
Dr. Frederico Leão (Hospital João Evangelista/ProSer-USP)
Educação e espiritualidade

• Espiritualidade, educação e diálogo inter-religioso
Drª Marian de Souza (Universidade Católica da Austrália)
Dr. André Andrade Pereira (UFF – Universidade Federal Fluminense)
• Desenvolvimento espiritual na infância e na adolescência
Profª. Laura H. Lippmann, diretora do Education and Data Development Child Trends (Washington DC - EUA)
• Educação, Espiritualidade e Ética
Dr. João Francisco Régis de Morais (Unisal/Unicamp)
• Educação e pluralismo - a história da tolerância
Dr. Alysson Leandro Mascaro (USP)
• Religiões como fonte de valores
Dr. Luiz Jean Lauand (USP) (catolicismo)
Dr. Juarez Tadeu de Paula Xavier (Unicid) (tradições afro-brasileiras)
Dr. Leonildo Silveira Campos (Universidade Metodista) (protestantismo)
Monja Coen Sensei (budismo)
Rabino Alexandre Leone (USP) (judaísmo)
Drª.Dora Incontri (espiritismo)
• A educação, a vida, a morte e a espiritualidade
Dr. Franklin Santana Santos (USP)
Dr. Przemysław Grzybowski (Universisdade de Bydgoszcz – Polônia)
• A religiosidade na Educação em Janusz Korzcak
Drª. Ana Szpiczkowski (USP)
• Comenius, espiritualidade e diálogo inter-religioso
Prof. Luis Augusto Beraldi Colombo (ABPE)
A hipótese da reencarnação e a educação


•Evidências Ciêntíficas da reencarnação?
Dr. Jim Tucker (Universidade de Virginia- EUA)
•Reencarnação e Pedagogia, manifestações e implicações da Índia aos povos indígenas do Canadá
Drª.Antonia Mills (Universidade da Nothern British Columbia-Canadá)
•Reencarnação e Budismo
Prof. Tiago Pires Tatton Ramos (Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF-MG)
•Platão e a reencarnação
Prof. Alessandro Cesar Bigheto (ABPE)
•Implicações terapêuticas e pedagógicas da reencarnação
Dr. Julio Peres (USP)
Drª.Dora Incontri (ABPE/Unisanta)
• Pedagogia da Espiritualidade - Educação das Almas
Prof. Ney Lobo
• Aspectos filosóficos e psicológicos da Educação Espírita
Dr. André Luiz Peixinho (UFBA - Universidade Federal da Bahia)
• A Pedagogia Espírita: uma proposta brasileira
Drª.Dora Incontri (ABPE/Unisanta)
Apresentação de trabalhos orais e posters
Associações


CONVIDADOS INTERNACIONAIS (confirmados)
Antonia Mills, formada em Artes e Ciências, PHD por Harvard, pós-doutora em Ciências Sociais.

Claude Robert Cloninger, doutor em Medicina, psiquiatra e geneticista, conhecido por sua pesquisa pioneira sobre as bases biológicas, psicológicas, sociais e espirituais da saúde e da doença mental.

Jim B. Tucker, doutor em Medicina, é diretor médico da Clínica Psiquiátrica da Família e da Criança e professor assistente da Divisão de Estudos de Percepção e da Divisão de Psiquiatria da Família e da Criança, ambas da Universidade de Virginia USA. Os seu principais interesses na pesquisa acadêmica são crianças que parecem ter recordações de vidas passadas e lembranças pré-natais e de nascimento. Ele é o autor do livro Vida antes da Vida: Uma investigação Científica sobre Crianças com Lembranças de Vidas Passadas, (com tradução em português).


Laura H. Lippman, antropóloga, demógrafa, diretora da Child Trends (Ong de Pesquisa e desenvolvimento da Criança), co-autora do livro What do children need to flourish? (O que as crianças precisam para florecer?) e participa da obra The Handbook of Spiritual Development in Childhood and Adolescence (Manual do Desenvolvimento Espiritual na Infância e na Adolescência), ambos sem tradução em português. Trabalha em escalas de espiritualidade entre os jovens, com o apoio da John Templeton Foundation.

Marian de Souza, Professora Titular da Universidade Católica da Austrália, Editora do Journal of Religious Education (Jornal de Educação Religiosa). Principal organizadora do livro International Handbook of the Religious, Moral and Spiritual Dimensions in Education. (Manual Internacional das Dimensões Religiosa, moral e espiritual da Educação) (sem tradução em português). É conselheira honorária do Centro de Educação Religiosa e Espiritual de Hong Kong e organizadora do 8ª Conferência Internacional para a Espiritualidade da Infância na Universidade Católica da Austrália (2008).


Przemysław Grzybowski, Doutor em Ciências Humanas pela Faculdade de Educação Intercultural na Universidade de Białystok. Docente desta Faculdade. Autor de diversas obras e artigos sobre educação inter-cultural, co-autor de obras sobre Tanatopedagogia. Integrante do movimento internacional de Patch Adams.


CONVIDADOS NACIONAIS (confirmados)


Alessandro Cesar Bigheto, pedagogo, mestre em História da Educação pela Unicamp.

Alexander Moreira-Almeida, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela USP.

Alexandre Leone, rabino da Comunidade Judaica de Alphaville (SP) doutor em cultura judaica na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas –USP.

Alysson Leandro Mascaro, professor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (Largo São Francisco).

Ana Szpiczkowski, Profa. Dra. do Curso de Pós Graduação em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas da Universidade de São Paulo.

André Andrade Pereira, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e doutor em Ciências da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

André Luiz Peixinho, graduado em Medicina, Filosofia e Psicologia, mestre em Medicina Intrena e Doutor em Educação (Unversidade Federal da Bahia – UFBA) Especializado em Terapia regressiva a vivências passadas pelo Woolger Training Internacional (EUA).

Dora Incontri, jornalista, mestre, doutora e pós-doutora em Filosofia da Educação pela USP, diretora da Editora Comenius, coordenadora geral da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, coordenadora da pós-graduação de Pedagogia Espírita pela Unisanta (Universidade Santa Cecília) e pela Unibem (Faculdades Integradas Espíritas).

Franklin Santana Santos, doutor em Medicina pela USP, pós-doutorado em Psicogeriatria pelo Instituto Karolinska na Suécia.

Frederico C. Leão, médico psiquiatra, mestre pela USP, doutor pela PUC-SP. Diretor Executivo do Hospital João Evangelista. Médico do IPQ-HC-Faculdade de Medicina da USP. Coordenador do ProSER (Programa de Saúde, Espiritualidade e Religiosidade da Insitituto de Psiquiatria-Hospital das Clínicas-FMUSP).

João Francisco Régis de Morais, mestre em Filosofia Social pela Unicamp, doutor e livre-docente pela Unicamp e Professor do Centro Universitário Salesiano.

Juarez Tadeu de Paula Xavier, graduado em Comunicação Social Jornalismo pela PUC-SP, mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela USP.

Julio Peres, psicólogo clínico, doutor em Neurociências pela USP, pós-doutor pelo Center for Mind and Spirituality da Universidade da Pensilvânia.

Leonildo Silveira Campos, graduado em Teologia (Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil) e em Filosofia (Universidade de Mogi das Cruzes), doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.

Luis Augusto Beraldi Colombo, arquiteto e designer, mestre em Educação, Arte e Cultura pela Universidade Mackenzie.

Monja Coen Sensei, missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen Budismo com sede no Japão e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista (SP). Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles - ZCLA.

Luiz Jean Lauand, mestre e doutor em História e Filosofia da Educação pela USP. Professor Titular da Faculdade de Educação da USP.

Ney Lobo, graduado em Filosofia, conduziu uma experiência pedagógica nas décadas de 60 e 70, criando a Cidade-Mirim, no Instituto Lins de Vasconcellos, em Curitiba (Paraná).

Tiago Pires Tatton Ramos, psicólogo, com especialização e mestrado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF/MG.

Para Refletirmos: "Index Librorum prohibitorum"

1º de maio de 1864 Roma, Itália

Os livros de Allan Kardec são incluídos no "Index Librorum prohibitorum" da Igreja Católica.
O Index era uma lista de livros proibidos para os católicos e seu objetivo era impedir que obras consideradas perniciosas desviassem os fiéis da doutrina da igreja ou os corrompessem. A última atualização do Index foi feita em 1948. 
Além das obras espíritas, estiveram nas edições do Index, obras de cientistas, filósofos, pensadores, romancistas e poetas como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdão, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume, Immanuel Kant, Laurence Sterne, Heinrich Heine, John Milton, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Jonathan Swift, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Emile Zola, Stendhal, Gustave Flaubert, Anatole France, Honoré de Balzac e muitos outros.

O Index sobreviveu até 1966, quando foi abolido pelo Papa Paulo VI.

Fonte: GEAE

(Artigo divulgado pela FEC)

É sempre bom relembrarmos a história e aquilo que costumamos criticar no outro para ver se não somos nós que repitimos aquilo que mais criticamos.

Falo isto para que possamos parar um pouco e refletir sobre nós mesmos já que soube, há pouco tempo, que alguns espíritas estão quase beirando a criação de uma lista de livros e revistas proibidas ou do mal.

Está na hora de parar de fazer aquilo que não desejamos que façam conosco.

Bjs

ClaudiaC.

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