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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Influência Espiritual no trabalho do bem

Ao final desta parte, uma cena na novela Escrito nas Estrelas me fez recordar a questão 459 do O Livro dos Espíritos, onde Kardec pergunta se os espíritos influem nos nossos pensamentos e nas nossas ações, os Espíritos assim responderam:

“- Nesse sentido, a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem.”

No livro O Livro dos Médiuns assim Kardec escreve sobre os médiuns inspirados (cap XV item 182):

“Recebemos a inpiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal. Mas ela é principalmente a ajuda dos que desejam o nosso bem, e cujos conselhos rejeitamos com muita frequência. Aplica-se a todas as circunstâncias da vida, nas resoluções que devemos tomar. Nesse sentido pode-se dizer que todos são médiuns, pois não há quem não tenha os seus Espíritos protetores e familiares, que tudo fazem para transmitir bons pensamentos aos seus protegidos. Se todos estivessem compenetrados dessa verdade, com mais frequência se recorreria à inspiração do anjo guardião, nos momentos em que não se sabe o que dizer ou fazer.”

O médico que também é médium se coloca como instrumento de Deus na realização do bem ao próximo, isto mais sua serenidade ajudam a sintonizar com um bom espírito que o auxilia na operação.

Porque este espírito não auxiliou a médica? Porque provavelmente ela não permitia a sintonia, devido a inquietude, à emoções. Talvez sequer conseguisse ouvir um conselho ou uma orientação.

Somos nós que criamos em nós e ao nosso redor as condições ideais para a boa comunicações com os bons espíritos, ou condições para a sintonia com espíritos tão ou mais sofredores do que nós.

Bjs

ClaudiaC.

PS: Eu tentei colocar só a cena no hospital mas devido ao fraco sinal não consegui fazer o upload.

domingo, 16 de maio de 2010

Um final mais que especial

Vale a pena ver de novo…

Bjs carinhosos

ClaudiaC.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Escrito Nas Estrelas – Plano Espiritual 19/04

Alguns comentários sobre o capítulo do dia 19/04, Daniel consegue se comunicar com a médium quando Seth os interrompe dizendo que Daniel é chamado.

Antes de falar sobre o acontecido no mundo espiritual queria comentar algo, muitos tem criticado o fato de uma mulher que aparentemente mistificava fenômenos mediúnicos de uma hora para outra recebe as comunicações de Daniel. Conforme  nos esclarece a questão 226 do O Livro dos Médiuns, a faculdade mediúnica é muitas vezes concedida a pessoas que nos parecem ser  indignas pelo simples fato de que são elas as que mais necessitam desta faculdade para se melhorarem e progredirem.

A mediunidade não é uma faculdade dada aos bons espírito, mas é em sua maioria um instrumento útil ao progresso do médium. Neste sentido é completamente compreensível o ocorrido.

Indo agora ao mundo espiritual onde está Daniel conversando com Athael (Carlos Vereza) e Seth seu anjo guardião.

Athael lhe fala entre outras coisas que ele deve se acalmar para poder compreender porque desencarnou tão jovem, que a escolha, no caso de características da morte, é feita antes do nascimento  e para ele deixa na Terra o que é da Terra.

Esta instruções vão de acordo com a doutrina espírita e demonstram que Daniel ainda está passando pela perturbação, ainda está apegado demais a sua vida física, desejando continuá-la de alguma forma.

Athael fala também que devemos aceitar tudo o que nos é destinado e nos conformar, sendo a única maneira de ter paz e evoluir. A doutrina espírita não nos orienta neste sentido, não estamos aqui apenas para passar por algo que achamos ser destinado, tudo pode ser mudado, a não ser os fenômenos naturais dos quais o homem não tem controle.

A resignação é ter paciência com os sofrimentos enquanto que conformar-se é se acomodar a eles. Resignar-se é compreender mas também procurar aprender com a experiência e mudá-la se houver possibilidade.

O verdadeiro escorregão foi dado pelo Seth ao dizer que os Anjos não podem interferir no livre arbítrio dos humanos. Nos indicando dois seres distintos, este conceito não se afina à doutrina espírita que nos esclarece que os anjos são humanos evoluídos, apenas isto. E no final reforça agora através da imagem, quando olham o pôr do sol, a hora dos anjos, há uma sutileza na cena, onde os humanos permanecem na Terra e os anjos voando no espaço.

Esta história do pôr-do-sol eu vi no filme City of Angels, que mostrava que nesta hora os anjos se reuniam para  ouvir a música que tocava quando o sol se deitava no mar.

Bjs

ClaudiaC.

21/04/2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O momento do desencarne na Novela


Desencarne do personagem Daniel na novela Escrito nas Estrelas.

Na terça feira desta semana, no segundo capítulo da novela Escrito Nas Estrelas o jovem Daniel sofre um acidente e acaba desencarnando, é claro que por ser uma novela é uma obra de entreternimento nós podemos compreender isto. Mas podemos também analisar as cenas sob a ótica da doutrina espírita, apontando o que esta de acordo ou não.

Olhem como um bom exercício de reflexão e raciocínio.

Voltando agora ao momento do desencarne do rapaz:

No O Livro dos Espíritos, questão 149 Kardec pergunta ao espíritos no que se transforma a alma no instante da morte e eles respondem: “– Volta a ser Espírito, ou seja, retorna ao mundo dos Espíritos, que ela havia deixado temporariamente.” Quando eles falam em retornar ao mundo dos Espíritos não estão querendo dizer que a alma vai para algum lugar, mas ela se libertando da matéria e tornando-se Espírito está no mundo dos Espíritos, que é todo o Universo. Isto fica mais claro na cena da novela, onde Daniel e sua mãe estando no local do acidente assistem aos acontecimentos sem serem percebidos por ninguém. Nós estamos dentro do mundo dos Espíritos mas devido a limitação da matéria não percebemos.

Não estou querendo dizer com isto que ficamos aqui neste planeta, não é isto, apenas quero dizer que o Universo inteiro é o mundo dos Espíritos e a Terra está dentro dele.

Na questão 154 Kardec pergunta se a separação da alma e do corpo é dolorosa, os Espíritos dizem que não, que o corpo sofre mais durante a vida do que no momento da morte, neste momento a alma não sente nada. Daniel, que sofria as dores dos graves ferimentos sofridos no acidente, ao se libertar do corpo sem vida não sente mais nenhum sofrimento físico.

“161. Na morte violenta ou acidental, quando os órgãos ainda não se debilitaram pela idade ou pelas doenças, a separação da alma e a cessação da vida se verificam simultaneamente? – Geralmente é assim; mas, em todos os casos, o instante que os separa é muito curto.” O Livro dos Espíritos.

Como pode ser percebido, no caso de Daniel logo após a vida se extinguir no seu corpo físico, súa alma se separou e numa visão poética poderíamos dezer que despertou.

“160. O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que morreram antes dele? – Sim, segundo a afeição que tenham mantido reciprocamente. Quase sempre eles o vêm receber na sua volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a libertar-se das faixas da matéria. Vê também a muitos que havia perdido de vista durante a passagem pela Terra; vê os que estão na erraticidade, bem como os que se encontram encarnados, que vai visitar.” OLE

Daniel foi recebido principalmente por aquele espírito que foi sua mãe nesta encarnação. Ela veio ajudá-lo a se libertar da matéria e vemos isto em dois momentos, no momento da morte do corpo, vemos a imagem da sua mão tocando-lhe o corpo e logo em seguida o espírito se liberta e depois quando ele quer estar junto a moça, a mãe pede a ele que a acompanhe.

“163. Deixando o corpo, a alma tem imediata consciência de si mesma? – Consciência imediata não é o termo: ela fica perturbada por algum tempo.”OLE

“… Nas mortes violentas, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos etc., o Espírito é surpreendido, espanta-se, não acredita que esteja morto e sustenta teimosamente que não morreu. Não obstante, vê o seu corpo, sabe que é dele, mas não compreende que esteja separado […] Surpreendido pela morte imprevista, o Espírito fica aturdido com a brusca mudança que nele se opera. Para ele, a morte é ainda sinônimo de destruição, de aniquilamento; ora, como continua a pensar, como ainda vê e escuta, não se considera morto.” Kardec, OLE.

Daniel vê sua mãe e se espanta por estarem juntos, não entende o que acontece, olha seu corpo mas mesmo assim não compreende, sente-se reconfortado com a presença da mãe. Quando encontra outros espíritos, que ainda não sabemos quem são, ele demonstra no seu rosto uma expressão de surpresa e incompreensão.

Assim que outras cenas interessantes para uma reflexão sob a ótica da doutrina espírita aparecerem eu as coloco aqui com alguns comentários.

Bjs

ClaudiaC.

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