Mostrando postagens com marcador Para Refletirmos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Para Refletirmos. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de abril de 2012

Anencéfalo é o assunto do momento

Devido à descriminalização que permite à mãe escolher ou não pela interrupção da gestação, este assunto tem se multiplicado no movimento espírita. Não vou aqui falar diretamente do assunto, pois estamos de acordo que é aborto, e que se não há risco para a mãe é contra as leis naturais. Lembrando sempre do sagrado direito ao livre arbítrio.

Vamos considerar que havia um espírito ligado ao corpo, porque de acordo com a questão 356, os espíritos afirmam que há crianças natimortas que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nelas. É somente pelos pais que essa criança nasce. Como nossa medicina ainda não pode diagnosticar a presença ou não de um espírito, a atitude mais de acordo com a boa moral é considerar sua existência em todas as crianças.

Este espírito possui deformidades única e exclusivamente no corpo físico, pois o espírito não tem forma definida, ele a define pelo desejo de se comunicar e de ser reconhecido. Ainda somos apegados à matéria e parece difícil aceitar que o corpo não é mais nada além de uma roupa sensível e que nos permite interagir no planeta.

Ao morrer, o espírito que se ligava àquele corpo parte em busca de um novo corpo para reencarnar. Houve ligações com os pais? Até para o mais neófito a resposta é conhecida, pois nossas ligações não surgem necessariamente durante a gestação e nascimento, mesmo porque neste momento passamos por uma perturbação muito maior e mais longa do que a do desencarne.

Ninar, amar, conversar com a criança que se forma no ventre feminino é importante até para ajudar o espírito a passar o mais tranquilamente possível por esta perturbação toda.

Qual o papel do espiritismo nesta história toda? Instruir! Pois somente uma mãe instruída poderá utilizar-se plenamente de seu livre arbítrio. Jamais condenar alguém por uma escolha errada, pois nós as fazemos a todo momento. Quer entender o que ocorre? Estude a doutrina espírita ao invés de acreditar em todo relato meloso e fantasioso que já começa a surgir sobre o assunto.

Você só pode julgar aquilo que conhece e compreende.

Bjs

ClaudiaC.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Como se movimenta o espírito no mundo espiritual

Olá amigos, este pequeno artigo é apenas uma reflexão lógica sobre o assunto. Como o espírito escolhe os lugares onde vai? Ele pode ir a qualquer lugar ou qualquer mundo?

Kardec pergunta na questão 232 do O Livro dos Espíritos se os espíritos errantes podem ir a todos os mundos, os espíritos respondem: “Conforme”. Diz ainda que ele pode ir como visitantes a mundos superiores, para entrevê-los e ter o desejo de melhorar. Os espíritos dizem também que o espírito está onde está seu pensamento.

Para compreender melhor esta idéia recorreremos ao filme Jumper 220PX-~1

David Rice é um jovem de 15 anos que descobre que tem a capacidade de se teletransportar para qualquer lugar, porém esta capacidade é limitada aos lugares que conhece. Para ir a um lugar que ele não conhece é preciso que ele olhe uma foto e assim toma conhecimento do local e para lá se teletransporta.

Como um espírito que evolui pode ir a um mundo mais evoluído, porém desconhecido? Como o pensamento pode ir a um local que ele não imagina? Deus permite que os espíritos visitem mundos superiores para torná-los conhecidos e quando o espírito alcançar a evolução necessária, seu pensamento poderá levá-lo rapidamente até lá porque o conhece.

Quanto mais conhecimento dos mundos tivermos maior a nossa capacidade de movimentação entre os mundos, por isto os espíritos puros podem ir aonde quiserem, pois conhecem a todos e possuem a evolução necessária para isto.

Não é importante apenas querer ir a um lugar, mas também conhecer o lugar aonde se deseja estar.

ClaudiaC.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Melindre é nosso.

Aqueles que frequentam listas de debates já perceberam que em certos momentos o melindre aparece forte e soberbo. Mas nós precisamos entender este ser que nos ilude e engana.

Dizem que o melindre é filho do orgulho, isto quer dizer que quando estamos melindrados é na verdade o nosso orgulho que está ferido, mas o mais importante e o mais essencial para o nosso crescimento, para seguirmos progredindo espiritualmente é compreender que ninguém é culpado pelo nosso melindre.

Como espíritas compreendemos e respeitamos o livre arbítrio, mas quando este fala algo que não queremos ver, não enxergamos ou não concordamos demonstramos por diversos meios que o outro é o culpado. Ficamos assustamos, quase em pânico, quando descobrimos o quanto somos imperfeitos. Neste momento, perdidos em nossos equívocos ou em nossa ignorância,  necessitamos que alguém concorde conosco, seja lá quem for.

Buscamos quem pensa da mesma forma, contamos o ocorrido, pela nossa ótica, fazemos de tal forma que nos garanta um apoio irrestrito, um consolo ao nosso ego que agora sabe que não está errado, foi o outro que não compreendeu, o outro que isto, o outro que aquilo.

É uma lei, um movimento natural, magnético, a sintonia que tanto nos explicam os espíritos nas obras básicas do espiritismo. Não há nada de errado, este é um movimento natural pelo qual todos de nós passamos ou vamos passar.

As pessoas precisam se cercar de pessoas que possuem as mesmas idéias e os mesmos sofrimentos, isto lhes dá um consolo e uma força para seguir em frente. Às vezes, utilizamos isto como uma espécie de escudo protetor do ego, humano e frágil, contra as nossas próprias imperfeições.

Quando somos criticados o melindre aparece, sempre, a diferença está em como lidamos com ele. Se permitirmos que ele comande nossas emoções nos tornaremos mais agressivos, amargos e sofredores, se ao contrário procurarmos aceitá-lo como uma realidade nossa, cuja responsabilidade é exclusivamente nossa, o melindre se desarma e perde a força, o outro passa a ser apenas o outro, um companheiro valioso de jornada, alguém que  sempre será um amigo em potencial.

Não devemos evitar o melindre, isto nos é impossível porque como o título diz o melindre É nosso, então vamos ouví-lo, compreendê-lo e cuidar dele para que ele nos ajude a progredir.

ClaudiaC.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Incorporação Sob a ótica espírita

O termo incorporação de acordo com o dicionário Houaiss é o ato ou efeito de incorporar-se, significa a inclusão de um elemento em outro. Significa a encarnação, a corporação, a materialização e em algumas regiões o transe mediúnico. Incorporar vem do latim incorporatio que significa incorporação ou encarnação.

Popularmente se fala em incorporação com o sentido de um espírito entrar num corpo de outra pessoa e usa-lo para se manifestar, no filme Ghost há uma cena que demonstra claramente esta ideia, é quando a Atriz Whoopi Goldman esta no papel de médium, sentada em uma cadeira e os espíritos para se comunicarem tem que sentar ‘dentro’ do corpo dela.

548987918_fe7f7135a6_o

Kardec não usou o termo incorporação, porém este termo foi introduzido em três de suas obras pelos tradutores substituindo o termo em francês de médium falante:

- No O Evangelho segundo o Espiritismo:

“O Espiritismo vem revelar outra categoria de falsos cristos e de falsos profetas, bem mais perigosa, e que não se encontra entre os homens, mas entre os desencarnados. E a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudosabios, que passaram da Terra para a erraticidade, e se disfarçam com nomes veneráveis, para procurar, atrás da mascara que usam, tornar aceitáveis as suas ideias, frequentemente as mais bizarras e absurdas. Antes que as relações mediúnicas fossem conhecidas, eles exerciam a sua ação de maneira menos ostensiva pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, auditiva ou de incorporação”.

“Le spiritisme vient révéler une autre catégorie bien plus dangereuse de faux Christs et de faux prophètes, qui se trouvent, non parmi les hommes, mais parmi les désincarnès: c'est celle des Esprits trompeurs, hypocrites, orgueilleux et faux savants qui, de la terre, sont passes dans l'erraticité, et se parent de noms vénérés pour chercher, à la faveur du masque dont ils se couvrent, à accréditer les idées souvent les plus bizarres et les plus absurdes. Avant que lês rapports médianimiques fussent connus, ils exerçaient leur action d'une manière moins ostensible, par l'inspiration, la médiumnité inconsciente, auditive ou parlante”.

- Instruções Práticas sobre as Manifestações Mediúnicas

“A transmissão do pensamente dá-se também por intermédio do Espírito do médium, eu melhor, de sua alma, visto que designamos sob este nome o Espírito encarnado. O Espírito estranho, neste caso, não atua sobre a mão para fazê-la escrever, como não atua sobre a cesta. Ele não a segura, não a guia. Atua sobre a alma com a qual se identifica. A alma, sob este impulso, dirige a mão por meio do fluído que compõe seu próprio perispírito. A mão dirige a cesta e a cesta dirige o lápis. Notamos aqui coisa importante de ser registrada, que o Espírito estranho não se substitui a alma, pois não pode desalojá-la: ele a controla à revelia dela, imprimi-lhe sua vontade. Quando dizemos a revelia dela, queremos falar da alma atuando exteriormente pelos órgãos do corpo. Entretanto a alma, como Espírito, mesmo encarnado pode, perfeitamente, ter consciência da ação exercida sobre ela por um Espírito estranho. O papel da alma, nessa circunstância, é, algumas vezes, inteiramente passivo e então o médium, se é de incorporação, não tem nenhuma consciência do que escreve ou do que diz. Ocasionalmente, entretanto, a passividade não é absoluta; então ele tem uma consciência mais ou menos vaga, embora a mão seja arrastada por um movimento maquinal, ao qual a vontade permanece alheia”.

“La transmission de la pensée a aussi lieu par l'intermédiaire de l'Esprit du médium, ou mieux de son âme, puisque nous désignons sous ce nom l'Esprit incarné. L'Esprit étranger, dans ce cas, n'agit pas sur la main pour la faire écrire, pas plus que sur la corbeille ; il ne la tient pas, il ne la guide pas ; il agit sur l'âme avec laquelle il s'identifie. L'âme, sous cette impulsion, dirige la main au moyen du fluide qui compose son proper périsprit ; la main dirige la corbeille, et la corbeille dirige le crayon. Remarquons ici, chose importante à savoir, que l'Esprit étranger ne se substitue point à l'âme, car il ne saurait la déplacer : il la domine à son insu, il lui imprime sa volonté. Quand nous disons à son insu, nous voulons parler de l'âme agissant extérieurement par les organes du corps ; mais l'âme en tant qu'Esprit, même incarné, peut parfaitement avoir conscience de l'action exercée sur elle par un Esprit étranger. Lê rôle de l'âme, en cette circonstance, est quelquefois entièrement passif, et alors le médium n'a nulle conscience de ce qu'il écrit ou de ce qu'il dit, si c'est un médium parlante ; mais quelquefois la passivité n'est pas absolue, alors il en a une conscience plus ou moins vague, quoique sa main soit entraînée par un mouvement machinal et que sa volonté y reste étrangère”.

-O Livro dos Médiuns

“166. [...] Mas nem sempre a passividade do médium falante é assim completa. Há os que têm intuição do que estão dizendo, no momento em que pronunciam as palavras. Voltaremos a tratar desta variedade quando nos referirmos aos médiuns intuitivos (10)”.

(10) Os médiuns falantes, chamados entre nós médiuns de incorporação, dividem-se assim nas duas classes conhecidas: médiuns conscientes e médiuns inconscientes. [...] (N. do T.)”.

O espírito que vai se unir a um corpo, encarnar, é sempre designado com antecedência, este escolhe a prova e pode também escolher o corpo, pois suas imperfeições são provas que o auxiliam em seu progresso espiritual, porém esta escolha nem sempre depende dele. Quando um espírito ainda não está pronto para realizar conscientemente a escolha, um corpo pode ser imposto como prova ou expiação.

A questão 345 do O Livro dos Espíritos nos traz uma informação importante: “A união entre o Espírito e o corpo é definitiva desde o momento da concepção? Durante esse período o Espírito poderia renunciar a tomar o corpo que lhe foi designado”?

Resposta: “A união é definitiva, no sentido em que outro Espírito não poderia substituir o que foi designado para o corpo, mas, como os laços que o prendem são mais frágeis, fáceis de romper, podem ser rompidos pela vontade do Espírito que recua ante a prova escolhida. Nesse caso, a criança não vinga".

Esta resposta é importante, pois demonstra claramente que um corpo biológico somente obedece a um espírito pré-determinado, se este não desejar reencarnar, mesmo antes do nascimento, outro não pode se utilizar deste corpo e com base nesta compreensão podemos entender a questão 473 do mesmo livro que fala sobre os possessos:

“473. Pode um Espírito, momentaneamente, revestir-se do invólucro de uma pessoa viva, quer dizer, introduzir-se num corpo animado e agir em substituição ao Espírito que nele se encontra encarnado?”

“- O Espírito não entra num corpo como entras numa casa; ele se assimila a um Espírito encarnado que tem os seus mesmos defeitos e as suas mesmas qualidades, para agir conjuntamente; mas é sempre o Espírito encarnado que age como quer sobre a matéria de que está revestido. Um Espírito não pode substituir ao que se acha encarnado, porque o Espírito e o corpo estão ligados até o tempo marcado para o termo da existência material”.

Se fosse possível um outro espírito substituir mesmo que parcialmente um espírito ainda encarnado estaria derrogando uma lei natural, por isso é importante compreender a ligação do espírito com o corpo. Na A Gênese podemos encontrar uma boa explicação de Kardec:

“18. Quando o Espírito deve se encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que nada mais é senão uma expansão de seu perispírito, o liga ao germe em cuja direção ele se sente atraído por uma força irresistível desde o momento da concepção. À medida que o germe se desenvolve, firma-se o laço; sob influência do princípio vital material do germe, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo que o forma; daí se pode dizer que o Espírito, por intermédio de seu perispírito, de alguma forma toma raiz no germe como uma planta na terra. Quando o germe está inteiramente desenvolvido, a união é completa, e então ele nasce para a vida exterior”.

“Por efeito contrário, esta união do perispírito e da matéria carnal, que se havia realizado sob a influência do princípio vital do germe, quando esse princípio cessa de agir em resultado da desorganização do corpo, a união, que apenas era mantida por uma força atuante, cessa quando essa força cessa de agir; então o Espírito se solta, molécula por molécula, como um dia se uniu, e o Espírito recupera sua liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo, mas a morte do corpo que causa a partida do espírito”.

È preciso também compreender como ocorre a mediunidade falante e para isto buscamos o O Livro dos Médiuns:

[...] “Ao servir-se deles, os Espíritos agem sobre os órgãos vocais, como agem sobre as mãos nos médiuns escreventes. O Espírito se serve para a comunicação dos órgãos mais flexíveis que encontra no médium. De um empresta as mãos, de outro as cordas vocais e de um terceiro os ouvidos. O médium falante em geral se exprime sem ter consciência do que diz, e quase sempre tratando de assuntos estranhos às suas preocupações habituais, fora de seus conhecimentos e mesmo do alcance de sua inteligência”.

“Embora esteja perfeitamente desperto e em condições normais, raramente se lembra do que disse. Numa palavra, a voz do médium é apenas um instrumento de que o Espírito se serve e com o qual outra pessoa pode conversar com este, como o faz no caso de médium audiente”.

Como Kardec afirma que os espíritos agem da mesma forma que na psicografia, vamos compreender como é esta ação:

“O Espírito comunicante age sobre o médium; este, assim influenciado, move maquinalmente o braço e a mão para escrever, não tendo (pelo menos no comum dos casos) a menor consciência do que escreve [...]”.

Kardec perguntou aos espíritos: “O Espírito comunicante transmite diretamente o seu pensamento ou tem como intermediário o Espírito do médium”? Eles deram a seguinte resposta:

“- O Espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo que serve para a comunicação e porque é necessária essa cadeia entre vós e os Espíritos comunicantes, como é necessário um fio elétrico para transmitir uma notícia à distância, e na ponta do fio uma pessoa inteligente que a receba e comunique”.

Coloco a seguir um trecho de um texto dado por dois espíritos superiores, Erasto e Timóteo:

“Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, mecânicos, semimecânicos ou simplesmente intuitivos, nossos processos de comunicação por meio deles não variam na essência. Com efeito, nossas comunicações com os Espíritos encarnados, diretamente, ou com os Espíritos propriamente ditos, se realizam unicamente pela irradiação do nosso pensamento”.

“Nossos pensamentos não necessitam das vestes da palavra para que os Espíritos os compreendam. Todos os Espíritos percebem o pensamento que desejamos transmitir-lhes, pelo simples fato de o dirigirmos a eles, e isso na razão do grau de suas faculdades intelectuais. [...] o Espírito encarnado que nos serve de médium é mais apropriado para transmitir o nosso pensamento a outros encarnados, embora não o compreenda, o que um Espírito desencarnado, mas pouco adiantado não poderia fazer, se fôssemos obrigados à sua mediação. Porque o ser terreno põe o seu corpo, como instrumento, à nossa disposição, o que o Espírito errante não pode fazer”.

Se para um Espírito superior se comunicar com um espírito encarnado é necessário que um médium seja interprete por ainda estar ligado ao corpo, atuando como fio elétrico entre emissor e receptor, por que numa possessão ele pode atuar sem o fio condutor?

Não é possível para o espírito encarnado simplesmente se libertar, mesmo que parcialmente, de seu corpo, pois como Kardec colocou na A Gênese o espírito é atraído por uma força irresistível.

Numa possessão como Kardec afirma o espírito se apodera do corpo, mas isto não quer dizer que ele o controla diretamente como se nele estivesse encarnado, mas ele tem o domínio do corpo através do perispírito do encarnado, como ocorre na mediunidade. Se a possessão for de um espírito bom o encarnado lhe cede o controle voluntariamente como o faz um médium, mas se a possessão for feita por um espírito mau, ela ocorre pela ausência de força moral do possuído para resistir à dominação.

O termo incorporação pode não ser adequado à mediunidade falante nem ao processo possessivo. Ele tem como melhor significado o ato de se ligar ao corpo material, ou seja, é na verdade sinônimo de encarnação.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fome?

Hoje enquanto escrevo meu corpo exausto descansa na cadeira. Acabei de chegar de uma plantação de tomate onde fui colher alguns frutos. O funcionário sensibilizado avisou a vizinhança que os pés seriam derrubados e quem quisesse poderia colher. Lá fomos nós.

Havia muitos, mas muitos tomates ainda enquanto os rapazes derrubavam os pés. Colhemos quatro caixas. Como o dono somente conseguiu R$3,00 por caixa, achou que não valia a pena e resolveu destruir tudo e plantar outra coisa.

Saí de lá com uma questão na cabeça:

“Por que a Terra nem sempre produz bastante para fornecer o necessário ao homem”?

“-É que o homem a negligencia, é ingrato, e, no entanto é ela uma excelente mãe. Frequentemente ele ainda acusa a Natureza pelas conseqüências de sua imperícia ou da sua improvidência. A Terra produziria sempre o necessário, se o homem soubesse contentar-se. [...]”.(O Livro dos Espíritos, questão 705)

Um agricultor tem todo o direito de lucrar com seu trabalho, que além de importante é extremamente exaustivo, mas há um limite? Talvez o limite do bom senso? O desperdício de alimento é sempre algo que nos chama a atenção.

Todos nós temos o livre arbítrio de fazer aquilo que acreditamos ser o melhor no momento, se não for aprenderemos com o tempo e com a experiência.

domingo, 13 de junho de 2010

Mundo Espiritual ou Realidade Virtual?

RV 

De acordo com a Wikipédia a realidade virtual, também conhecida como ambiente virtual é uma tecnologia de interface, ou seja de um meio pelo qual o usuário interage com um programa. Esta tecnologia foi desenvolvida para recriar ao máximo a sensação de realidade para um indivíduo, levando-o a adotar essa inteiração como uma de suas realidades temporais. Diz ainda:” Além da compreensão da RV como simulação da realidade através da tecnologia, a RV também se estende a uma apreensão de um universo não real, um universo de ícones e símbolos, mas permeando em um processo de significação o espectador desse falso universo o fornece créditos de um universo real. Em suma, uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Dentro da realidade virtual é possível criar um ambiente comum que será compartilhado por vários usuários em vários lugares diferentes se encontrando neste mesmo ambiente. O usuário tem a sensação real de estar dentro do mundo virtual e que é capaz de manipular os objetos ali presentes como se eles fossem reais, pois eles respondem à interação do usuário.

A grande vantagem da realidade virtual é o conhecimento intuitivo do usuário a respeito do mundo físico pode ser transferido para manipular o mundo virtual.

O usuário vê e sente esta realidade através de dispositivos eletrônicos, no caso um capacete que cobre os olhos com uma espécie de tela por onde ele vê o ambiente e uma ou duas luvas que transmitem ao indivíduo as sensações dos toques e movimentos.

No livro A Gênese Kardec escreveu: “O pensamento cria imagens fluídicas, e se reflete no envoltório perispiritual como num espelho; o pensamento toma corpo e aí se fotografa de alguma forma. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar outro; embora seu corpo material esteja impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as variações; executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígnio de cumprir; o pensamento cria a imagem da vítima, a cena inteira se pinta, como em um quadro, tal como está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Todavia, vendo a intenção, pode pressentir a realização do ato que se lhe seguirá, porém não pode determinar o momento em que ele se realizará, nem precisar seus detalhes, nem mesmo afirmar se ele virá a realizar-se, pois as circunstâncias ulteriores podem modificar os planos e mudar as disposições. Ela não pode ver aquilo que ainda não está no pensamento; o que ela vê, é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.”

Assim como na realidade virtual um espírito desencarnado, mas ainda muito apegado à Terra irá transferir para o seu mundo espiritual aquilo que desejaria no mundo material. Ele, através do pensamento, do desejo e do seu conhecimento vai criando um mundo ao seu redor.

O perispírito funcionaria como o capacete da realidade virtual, mas o faz de uma forma completa, abrangendo os 360ª ao mesmo tempo também que atua como a luva transmitindo ao espírito a sensação da imagem ou cena criada.

Quando um espírito relata um mundo espiritual como uma ‘cópia’ melhorada do mundo físico, não estaria ele criando ao seu redor um ambiente virtual tão poderoso que seja capaz de fazê-lo se prender a ele? Se nós somos capazes de nos ‘perder’ numa realidade virtual criada por um computador mesmo tendo o corpo físico, o que a nossa própria mente não faria se ela pudesse comandar também as nossas sensações?

Não que seja este mundo uma mentira propriamente dita, mas seria um ambiente virtual apenas criado e mantido pelo apego à matéria, mas em nenhum momento seria um mundo real, sendo “uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Bibliografia consultada:

clip_image001 http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_virtual

clip_image001[1] A Gênese, Allan Kardec

sábado, 12 de junho de 2010

Orientação do guia do médium

Gostaria de transcrever aqui para a nossa reflexão, um pequeno trecho da obra O Céu e o Inferno de Allan Kardec, segunda parte, capítulo VII, Espíritos Endurecidos, Xumene:

“O Guia do médium.- Filha, terás muito trabalho com este Espírito endurecido, mas o maior mérito não advém de salvar os não perdidos. Coragem, perseverança, e triunfarás afinal. Não há culpados que se não possam regenerar por meio da persuasão e do exemplo, visto como os Espíritos, por mais perversos, acabam por corrigir-se com o tempo. O fato de muitas vezes ser impossível regenerá-los prontamente, não importa a inutilidade desses esforços. Mesmo a contragosto, as idéias sugeridas a esses Espíritos fazem-nos refletir. São como sementes que, cedo ou tarde, tivessem de frutificar. Não se arrebenta a pedra com a primeira marretada.

Isto que te digo pode aplicar-se também aos encarnados e tu deves compreender a razão porque o Espiritismo não torna imediatamente perfeitos nem mesmo os mais crentes adeptos.

A crença é o primeiro passo; vem em seguida a fé e a transformação por sua vez, mas além disso, força é que muitos venham revigorar-se no mundo espiritual.

Entre os Espíritos endurecidos, não há perversos e maus. Grande é o número daqueles que, sem fazer o mal, estacionam por orgulho, indiferença ou apatia. Estes, nem por isso, são menos infelizes, pois quanto mais os aflige a inércia tanto mais se vêem privados das mundanas compensações.

Intolerável, certamente, se lhes torna a perspectiva do infinito, porém eles não têm a força nem a vontade para romper com essa situação. Queremos referir-nos a esses indivíduos que levam uma existência ociosa, inútil a si como ao próximo, acabando muitas vezes no suicídio, sem motivos sérios, por enfado da vida.

Em regra, esses Espíritos são menos passíveis de imediata regeneração do que aqueles que são positivamente maus, visto como estes ao menos dispõem de energia e, uma vez doutrinados, votam-se ao bem com o mesmo ardor com que se votavam ao mal.

Aos outros, muitas encarnações se fazem necessárias para que progridam, e isto pouco a pouco, domados pelo tédio, procurando para se distraírem qualquer ocupação que mais tarde venha a transformar-se em necessidade”.

 

Bjs

ClaudiaC.

domingo, 16 de maio de 2010

Um final mais que especial

Vale a pena ver de novo…

Bjs carinhosos

ClaudiaC.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Para Refletirmos: "Index Librorum prohibitorum"

1º de maio de 1864 Roma, Itália

Os livros de Allan Kardec são incluídos no "Index Librorum prohibitorum" da Igreja Católica.
O Index era uma lista de livros proibidos para os católicos e seu objetivo era impedir que obras consideradas perniciosas desviassem os fiéis da doutrina da igreja ou os corrompessem. A última atualização do Index foi feita em 1948. 
Além das obras espíritas, estiveram nas edições do Index, obras de cientistas, filósofos, pensadores, romancistas e poetas como Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Nicolau Maquiavel, Erasmo de Roterdão, Baruch de Espinosa, John Locke, Berkeley, Denis Diderot, Blaise Pascal, Thomas Hobbes, René Descartes, Rousseau, Montesquieu, David Hume, Immanuel Kant, Laurence Sterne, Heinrich Heine, John Milton, Alexandre Dumas (pai e filho), Voltaire, Jonathan Swift, Daniel Defoe, Vitor Hugo, Emile Zola, Stendhal, Gustave Flaubert, Anatole France, Honoré de Balzac e muitos outros.

O Index sobreviveu até 1966, quando foi abolido pelo Papa Paulo VI.

Fonte: GEAE

(Artigo divulgado pela FEC)

É sempre bom relembrarmos a história e aquilo que costumamos criticar no outro para ver se não somos nós que repitimos aquilo que mais criticamos.

Falo isto para que possamos parar um pouco e refletir sobre nós mesmos já que soube, há pouco tempo, que alguns espíritas estão quase beirando a criação de uma lista de livros e revistas proibidas ou do mal.

Está na hora de parar de fazer aquilo que não desejamos que façam conosco.

Bjs

ClaudiaC.

Leia também:

Related Posts with Thumbnails