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sábado, 21 de janeiro de 2012

A Vida Futura em Nossas Vidas

vidafutura

Este artigo foi baseado no estudo do texto A VIDA FUTURA de Allan Kardec, nas Obras Póstumas.

Kardec começa afirmando que a vida futura já não é mais um problema, isto porque tendo como premissa a sobrevivência da alma ou como diz Kardec na introdução do O Livro dos Espíritos “haver em si mesmo alguma coisa além da matéria”, todo aquele que tem uma crença religiosa, seja qual for, a tem baseada nesta premissa, como nos explicou Kardec no texto Consequências da Doutrina da Reencarnação sobre a Propagação do Espiritismo, na Revista Espírita de abril de 1862:

“Toda religião repousa necessariamente na vida futura e todos os dogmas convergem forçosamente para esse fim único. É visando atingir esse fim que eles são praticados; e a fé nos dogmas está na razão direta da eficácia que se lhes atribui para o alcançar. A teoria da vida futura é, pois, a pedra angular de toda doutrina religiosa. Se essa teoria pecar pela base; se abrir o campo a objeções sérias; se se contradisser; se se puder demonstrar a impossibilidade de certas partes, tudo vai abaixo. Antes de mais vem a dúvida, à qual sucede a negação absoluta, e os dogmas são arrastados no naufrágio da fé”.

Qual a influência que o conhecimento e a compreensão da vida futura tem sobre as nossas vidas? Para aqueles que não acreditam nela, que entendem que após a morte não existe nada, os materialistas, a vida futura não exerce influência alguma. De certa forma consagram o egoísmo e a vida pertence aos mais fortes e espertos. Porque deveriam suportar privações, corrigir seus defeitos, sentirem remorso ou se arrependerem, se toda e qualquer vida acaba com a morte do corpo. Como evitar o suicídio, por exemplo, se dentro desta lógica perversa não há motivos para a resignação? O Sr. Sanson, já desencarnado, disse a Kardec em resposta a uma pergunta na Revista Espírita de junho de 1862: ““-Sem dúvida; até a última hora alguns crêem no nada. Mas no momento da separação o Espírito passa por profundas reflexões; a dúvida o subjuga e o tortura, porque a si mesmo pergunta em que se tornará; quer agarrar-se a alguma coisa, mas não consegue. A separação não se pode dar sem essa impressão”.

Muitos dizem que estas pessoas, apesar de não acreditar em uma vida futura, fazem o bem e nisto tem mais mérito por não esperarem uma recompensa futura, mas será que eles não esperam uma recompensa nesta vida? Como diz Kardec “Serão eles insensíveis aos aplausos dos homens”?

Porém a simples crença na vida futura não é garantia de que uma pessoa terá interesse nas boas obras. Infelizmente muitos ainda não a compreendem, é ainda somente um conceito vago e este é um dos motivos pelo qual o homem não se preocupa com sua alma, porque comumente ouvimos desde crianças que não somos uma alma, mas temos uma alma. Lembrando a Lei do progresso, que diz que os homens não progridem todos ao mesmo tempo, nem da mesma forma e que o progresso moral é conseqüência do progresso intelectual, a crença da vida futura só poderá influenciar a moral de um indivíduo a partir do momento em que ele a compreende e esta transformação será diretamente proporcional à compreensão do indivíduo.

Kardec nos mostra isto na questão 783 do O Livro dos Espíritos: “O homem não pode permanecer perpetuamente na ignorância, porque deve chegar ao fim determinado pela Providência; ele se esclarece pela própria força das circunstâncias. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram pouco a pouco nas idéias, germinam ao longo dos séculos e depois explodem subitamente, fazendo ruir o edifício carcomido do passado, que não se encontra mais de acordo com as necessidades novas e as novas aspirações”.

Compreender a vida futura é a melhor forma de descobrir como viver a vida.

ClaudiaC.

Bibliografia

  • Kardec, Allan. Obras Póstumas. 25º edição, RJ, Feb.
  • Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. 68º edição, SP, Lake, janeiro 2009.
  • Kardec, Allan. Revista Espírita Jornal de Estudos Psicológicos Ano V 1862. 2º edição, RJ Feb, 2007.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Espiritismo Cristão

Sempre que ouvia este termo junto vinha o complemento dizendo ser invenção do movimento espírita, mas durante o estudo do livro O Que é Espiritismo, na parte do O Espiritismo em sua Expressão mais Simples encontrei no ítem 34 do resumo dos ensinamentos dos espíritos o seguinte texto:

34. Enquanto a geração proscrita vai desaparecer rapidamente; surge uma nova geração, cujas crenças serão fundadas no Espiritismo cristão. Nós assistimos à transição que se opera, prelúdio da renovação moral cuja chegada o Espiritismo marca.

Será que foi Kardec o primeiro a usar este termo? Resolvi checar a versão em francês e encontrei:

34. Tandis que la génération proscrite va disparaître rapidement, une nouvelle génération s'élève dont les croyances seront fondées sur le
Spiritisme chrétien. Nous assistons à la transition qui s'opère, prélude de la rénovation morale dont le Spiritisme marque l'avènement.

A tradução da palavra chrétien é cristão. Kardec ou os espíritos foram os primeiros a utilizarem-se deste adjetivo para o espiritismo, mas devemos ampliá-lo porque na Revista Espíritas kardec explica que Cristo não diz respeito apenas ao homem Jesus de Nazaré, mas a um grupo de espíritos superiores simpáticos entre si e que buscam auxiliar na evolução dos homens.

Bjs

ClaudiaC.

domingo, 15 de agosto de 2010

O Homem dorme seu espírito jamais.

O que é o sono e por que nós, humanos encarnados, dormimos? De acordo com o dicionário Houaiss sono é o “estado fisiológico temporário, que ocorre periodicamente, caracterizado por supressão da vigilância, desaceleração do metabolismo, relaxamento muscular, diminuição da atividade sensorial, suspensão das experiências conscientes que estão referidas no momento ao indivíduo e ao mundo e pela aparição concomitante de sonhos.” Uma boa noite de sono garante ao ser humano um bom desempenho físico e mental. Algumas pesquisas de laboratório que utilizaram ratos demonstraram a importância do sono para o ser, as cobaias não agüentaram ficar mais de dez dias sem dormir vindo a falecerem por infecção generalizada. De certa forma podemos dizer que dormimos para sobreviver no mundo físico.

A idéia de que a alma dorme após a morte do corpo é muito antiga, na Idade Média ensinava-se uma doutrina, a Psicopaniquia, segundo ela a alma, por ocasião da morte, passa a um sono que dura a noite da morte, saindo da inconsciência apenas no momento da ressurreição (Dicionário enciclopédico de teologia, Arnaldo Schüler). Os Adventistas do Sétimo Dia retomaram esta doutrina nos tempos da Reforma Protestante.

Para a doutrina espírita o sono não é uma necessidade do espírito, como pode ser visto na questão 254 do O Livro dos Espíritos de Allan Kardec:

“254. Os Espíritos sentem fadiga e necessidade de repouso?

- Não podem sentir a fadiga como a entendeis, e portanto não necessitam do repouso corporal, pois não possuem órgãos em que as forças tenham de ser restauradas. Mas o Espírito repousa, no sentido de não permanecer numa atividade constante. Ele não age de maneira material, porque a sua ação é toda intelectual e o seu repouso é todo moral. Há momentos em que o seu pensamento diminui de atividade e não se dirige a um objeto determinado; este é o verdadeiro repouso, mas não se pode compara-lo ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos podem provar está na razão da sua inferioridade, pois quanto mais se elevam, de menos repouso necessitam.”

Os Espíritos são muito claros e diretos na questão 401 afirmando que o espírito jamais está inativo

“401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. ””

Na A Gênese Kardec explica: “Os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, não que os manipulem como os homens manipulam os gases, mas com o auxílio do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos aquilo que a mão é para o homem.” Por este motivo o espírito não possui órgãos, ele não necessita deles.

A idéia ou a imagem do espírito dormindo pelo motivo que for é mais um reflexo de uma crença íntima e individual do que de um retrato de uma realidade espiritual.

domingo, 13 de junho de 2010

Mundo Espiritual ou Realidade Virtual?

RV 

De acordo com a Wikipédia a realidade virtual, também conhecida como ambiente virtual é uma tecnologia de interface, ou seja de um meio pelo qual o usuário interage com um programa. Esta tecnologia foi desenvolvida para recriar ao máximo a sensação de realidade para um indivíduo, levando-o a adotar essa inteiração como uma de suas realidades temporais. Diz ainda:” Além da compreensão da RV como simulação da realidade através da tecnologia, a RV também se estende a uma apreensão de um universo não real, um universo de ícones e símbolos, mas permeando em um processo de significação o espectador desse falso universo o fornece créditos de um universo real. Em suma, uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Dentro da realidade virtual é possível criar um ambiente comum que será compartilhado por vários usuários em vários lugares diferentes se encontrando neste mesmo ambiente. O usuário tem a sensação real de estar dentro do mundo virtual e que é capaz de manipular os objetos ali presentes como se eles fossem reais, pois eles respondem à interação do usuário.

A grande vantagem da realidade virtual é o conhecimento intuitivo do usuário a respeito do mundo físico pode ser transferido para manipular o mundo virtual.

O usuário vê e sente esta realidade através de dispositivos eletrônicos, no caso um capacete que cobre os olhos com uma espécie de tela por onde ele vê o ambiente e uma ou duas luvas que transmitem ao indivíduo as sensações dos toques e movimentos.

No livro A Gênese Kardec escreveu: “O pensamento cria imagens fluídicas, e se reflete no envoltório perispiritual como num espelho; o pensamento toma corpo e aí se fotografa de alguma forma. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar outro; embora seu corpo material esteja impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as variações; executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígnio de cumprir; o pensamento cria a imagem da vítima, a cena inteira se pinta, como em um quadro, tal como está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Todavia, vendo a intenção, pode pressentir a realização do ato que se lhe seguirá, porém não pode determinar o momento em que ele se realizará, nem precisar seus detalhes, nem mesmo afirmar se ele virá a realizar-se, pois as circunstâncias ulteriores podem modificar os planos e mudar as disposições. Ela não pode ver aquilo que ainda não está no pensamento; o que ela vê, é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.”

Assim como na realidade virtual um espírito desencarnado, mas ainda muito apegado à Terra irá transferir para o seu mundo espiritual aquilo que desejaria no mundo material. Ele, através do pensamento, do desejo e do seu conhecimento vai criando um mundo ao seu redor.

O perispírito funcionaria como o capacete da realidade virtual, mas o faz de uma forma completa, abrangendo os 360ª ao mesmo tempo também que atua como a luva transmitindo ao espírito a sensação da imagem ou cena criada.

Quando um espírito relata um mundo espiritual como uma ‘cópia’ melhorada do mundo físico, não estaria ele criando ao seu redor um ambiente virtual tão poderoso que seja capaz de fazê-lo se prender a ele? Se nós somos capazes de nos ‘perder’ numa realidade virtual criada por um computador mesmo tendo o corpo físico, o que a nossa própria mente não faria se ela pudesse comandar também as nossas sensações?

Não que seja este mundo uma mentira propriamente dita, mas seria um ambiente virtual apenas criado e mantido pelo apego à matéria, mas em nenhum momento seria um mundo real, sendo “uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Bibliografia consultada:

clip_image001 http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_virtual

clip_image001[1] A Gênese, Allan Kardec

sábado, 12 de junho de 2010

Orientação do guia do médium

Gostaria de transcrever aqui para a nossa reflexão, um pequeno trecho da obra O Céu e o Inferno de Allan Kardec, segunda parte, capítulo VII, Espíritos Endurecidos, Xumene:

“O Guia do médium.- Filha, terás muito trabalho com este Espírito endurecido, mas o maior mérito não advém de salvar os não perdidos. Coragem, perseverança, e triunfarás afinal. Não há culpados que se não possam regenerar por meio da persuasão e do exemplo, visto como os Espíritos, por mais perversos, acabam por corrigir-se com o tempo. O fato de muitas vezes ser impossível regenerá-los prontamente, não importa a inutilidade desses esforços. Mesmo a contragosto, as idéias sugeridas a esses Espíritos fazem-nos refletir. São como sementes que, cedo ou tarde, tivessem de frutificar. Não se arrebenta a pedra com a primeira marretada.

Isto que te digo pode aplicar-se também aos encarnados e tu deves compreender a razão porque o Espiritismo não torna imediatamente perfeitos nem mesmo os mais crentes adeptos.

A crença é o primeiro passo; vem em seguida a fé e a transformação por sua vez, mas além disso, força é que muitos venham revigorar-se no mundo espiritual.

Entre os Espíritos endurecidos, não há perversos e maus. Grande é o número daqueles que, sem fazer o mal, estacionam por orgulho, indiferença ou apatia. Estes, nem por isso, são menos infelizes, pois quanto mais os aflige a inércia tanto mais se vêem privados das mundanas compensações.

Intolerável, certamente, se lhes torna a perspectiva do infinito, porém eles não têm a força nem a vontade para romper com essa situação. Queremos referir-nos a esses indivíduos que levam uma existência ociosa, inútil a si como ao próximo, acabando muitas vezes no suicídio, sem motivos sérios, por enfado da vida.

Em regra, esses Espíritos são menos passíveis de imediata regeneração do que aqueles que são positivamente maus, visto como estes ao menos dispõem de energia e, uma vez doutrinados, votam-se ao bem com o mesmo ardor com que se votavam ao mal.

Aos outros, muitas encarnações se fazem necessárias para que progridam, e isto pouco a pouco, domados pelo tédio, procurando para se distraírem qualquer ocupação que mais tarde venha a transformar-se em necessidade”.

 

Bjs

ClaudiaC.

domingo, 23 de maio de 2010

Inspiração

“Há algum tempo me pergunto como funciona esse processo maluco da inspiração. Não sou, obviamente, o único cara a questionar como funciona esse lance de, um dia, vc conseguir escrever/ compor/ criar algo que acredita, e que faz com que seu trabalho tenha valor... para, no outro, não conseguir produzir nada, coisa alguma, como se sua cabeça fosse vazia como parece ser, num momento como esse, o seu talento.

[…]

Eu sou um cara que vive questionando a minha. Desde a infância, meu mundo interior sempre foi muito complexo. Acabei canalizando minhas inspirações para o lado artístico, e me revezei entre o desenho, música, escrita e interpretação ao longo da vida. Muitas vezes fui bem feliz com idéias boas que me alçaram a alguma coisa... consegui, em boas fases de produção, compor peças para violão, preparar um ou outro troço bacana para algum personagem de teatro, armar situações e questionamentos originais e divertidos para o CQC, etc, etc. Mas, fixando o texto no campo da inspiração de artista mesmo, minha relação com essa magia estranha foi e ainda é bem conturbada.

[…]

Por isso, "Encantada". Gravada por mim no sábado, 22-05, na Radar Sonorização. Em primeira mão para os leitores desse blog e, em outubro, no CD independente, intimista e autoral que vcs terão à disposição - e que é, pra encerrar a história toda, o resumo do meu namoro com a Inspiração nos últimos anos de paixão violonística.

Um abraço, Rafa”

Versão não definitiva para o CD. Aguardando equalizações e tratamentos de áudio

Por Rafael Cortez às 22h09

http://rafael.cortez.zip.net/arch2010-05-23_2010-05-29.html#2010_05-23_23_09_09-145974756-0

Ao ler este belo texto no blog do Rafael Cortez, ao qual reproduzi pequenos trechos, falando ou melhor refletindo sobre a inspiração, lembrei-me de um trecho do O Livro dos Médiuns que fala dos médiuns inspirados e que transcrevo abaixo:

“183. Todos os homens de gênio, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de conceber grandes coisas e de trazê-las wm si mesmos. Ora, é precisamento por julgá-los capazes que os Espíritos, quando querem realizar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias. E é assim que eles são, na maioria das vezes, médiuns sem o saberem. Eles têm, não obstante, uma vaga intuição de serem assistidos, pois aquele que apela à inspiração faz uma evocação. Se não esperasse ser ouvido, porque haveria de clamar com tanta frequência: Meu bom gênio, venha ajudar-me!

As respostas seguintes confirmam esta asserção:

- Qual a causa primeira da inspiração?

- A comunicação mental do Espírito.

-A inspiração não se destina apenas a grandes revelações?

- Não. Ela se relaciona quase sempre com as mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo: queres ir a algum lugar e uma voz te sugere fazer uma coisa em que não pensavas. Isso é inspiração. Há bem poucas pessoas que não tenham sido inspiradas em diversas ocasiões.

- Um escritor, um pintor, um músico, por exemplo, nos momentos de inspiração poderiam ser considerados médiuns?

- Sim, pois nesses momentos têma a alma mais livre e como separado da matéria, que então recobra em partes as suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as comunicações dos Espíritos que a inspiram.”

“O mistério da inspiração é assim explicado como um processo de semidesprendimento da alma. Nesse estado, o artista amplia a sua visão das coisas, adquire percepções extra-sensoriais e entra em comunicação com os amigos espirituais que o ajudam”. Nota de J.Herculano Pires tradutor do O Livro dos Médiuns.

Talvez por isso que normalmente as pessoas se sentem mais inspiradas quando estão tristes ou melancólicas, pois ficam mais introspectivas e reflexivas. Meditando e refletindo acabam se concentrando e se semidesprendendo, estabelecendo contato mais direto com estes amigos e recebendo a inspiração.

Bjs

ClaudiaC.


domingo, 9 de maio de 2010

A ALMA

06

Estudo com base in O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Livro II, Cap. II, DA ALMA.

Existem alguns termos que precisam ser bem esclarecidos para que se possa realmente compreender a doutrina espírita, são termos essenciais e formam a base lógica dos conceitos e fenômenos espíritas. São eles: alma, espírito, Espírito, princípio vital, princípio intelectual e perispírito.

A alma é uma palavra que tem diversas significações: a alma materialista é aquela que representa o princípio da vida orgânica material, não sobrevive ao corpo material; a alma panteísta representa a alma universal única, um princípio universal único, Deus, existe distinta do corpo mas não possui individualidade; alma espiritualista que representa o ser moral, distinto e independente da matéria. Para podermos compreender melhor este termo à luz da Doutrina Espírita é preciso especificar qual é o significado que Kardec deu a este termo logo na Introdução do O Livro dos Espíritos: Pensamos que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar e, por isso, chamamos alma ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo.(1) Isto é importante porque muitas vezes as divergências de opiniões sobre a natureza da alma tem origem da aplicação particular que cada um faz desta palavra.

Na questão 23 do O Livro dos Espíritos Kardec pergunta o que é o espírito e obtém a resposta de que é o princípio inteligente do Universo. Na questão 76 ele pergunta como podemos definir os Espíritos e os Espíritos respondem que eles são os seres inteligentes da Criação e povoam o Universo.(2) É preciso perceber que Kardec falou de dois conceitos diferentes designados pela mesma palavra e por isso ele as diferenciou utilizando a primeira letra em maiúscula e minúscula.

Para o princípio da vida material e orgânica que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas até o homem, denominou-se Princípio Vital, que é também designado de fluido magnético, fluido nervoso, entre outros.

O Homem é formado por três partes essenciais, isto quer dizer, ele tem a sua natureza constituída por três partes: A primeira, mais conhecida para nós, é o corpo material, semelhante aos dos demais animais e também animado pelo princípio vital; o segundo é a alma, que como espírito encarnado habita temporariamente este corpo; e o terceiro é o envoltório do espírito, conhecido por perispírito e que por ser de substância semi material faz a ligação entre o corpo e a alma. De forma análoga podemos ver numa fruta, uma casca externa, uma polpa e uma semente.

“As palavras alma e Espírito, se bem sinônimas e empregadas indiferentemente, não exprimem exatamente a mesma idéia. A alma propriamente falando, é o princípio inteligente, princípio inapreensível e indefinido como o pensamento. No estado dos nossos conhecimentos, não podemos concebê-la isolada da matéria de modo absoluto. O perispírito, embora formado de matéria sutil, dela fez um ser limitado, definido e circunscreveu a sua individualidade espiritual; de onde se pode formular esta proposição: A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o HOMEM; a alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado ESPÌRITO.[...] Em resumo, a alma é o ser simples, primitivo; o Espírito é o ser duplo; o homem é o ser triplo; confundindo-se o homem com suas roupas, ter-se-á um ser quádruplo.”(3)

Resumindo podemos assim diferenciar os conceitos: alma é o princípio inteligente que passa por um processo de transformação tornando-se um Espírito, que necessita progredir reencarnando e por isso se reveste de um corpo semi-material chamado perispírito. Reencarna num corpo animado pelo princípio vital e age nele através de seu perispírito.

É preciso compreender que a alma e o corpo constituem o homem mas são independente entre si, isto quer dizer que o corpo físico é apenas um envoltório temporário que possibilite a alma agir na matéria, mas este corpo é animado pelo princípio vital, quando o corpo se deteriora e não consegue mais funcionar, ele perde o princípio vital e ‘liberta’ a alma que o abandona. Os espíritos nos explicam: A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica.(4)

Outra coisa importante é compreender que uma mesma alma não pode encarnar-se em dois corpos diferentes, porque a alma é indivisível. Em algumas situações específicas pode-se parecer que sim, mas para estes casos fez-se necessário estudar a bicorporiedade e transfiguração que fornecerão uma explicação lógica e racional.

A alma não está encerrada no corpo, como o pássaro numa gaiola. Ela se irradia e se manifesta no exterior, como a luz através de um globo de vidro ou como o som em redor de um centro sonoro. É por isso que se pode dizer que ela é externa, mas não como um envoltório do corpo. (5) Isto é facilmente compreendido quando estudamos as propriedades do perispírito, onde uma delas a penetrabilidade afirma que nenhuma matéria pode lhe oferecer resistência, eles atravessam todas como a luz atravessa os corpos transparentes, desta forma sendo o corpo matéria ele não poderia conter algo ao qual não exerce nenhuma resistência(5). O perispírito é atraído por uma força irresistível desde o momento da concepção, firma-se o laço de união sob influência do princípio vital material do germe e se une ao corpo, e é este princípio que mantém a alma ligada ao corpo.(6)

NOTAS

(1) Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Introdução.

(2)___________, O Livro dos Espíritos, Livro I, cap. II, questões 23 e Livro II, cap. I, questão 76.

(3)___________, Revista Espírita maio de 1864, A Alma pura de minha irmã Henriette

(4)___________, O Livro dos Espíritos, Livro II, cap. II, questões 136-a.

(5)___________, O Livro dos Médiuns, cap. VI, item 106.

(6)___________, A Gênese, cap. XI, item 18.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Fim do Mundo em 1911

Revista Espírita, abril de 1868, Allan Kardec

[...]

Tendo sido lidos, na Sociedade de Paris, o fragmentos narrados acima, nosso antigo colega, Jobard, veio espontaneamente dar, sobre este assunto, a comunicação seguinte, por um médium em sonambulismo espiritual:

( Sociedade de Paris, 28 de fevereiro. Méd. Sr. Morin.)

Eu passava, quando o eco me trouxe a vibração de uma imensa gargalhada. Escutei com interesse, e, tendo reconhecido o barulho do riso dos encarnados e dos desencarnados, disse a mim mesmo: Sem dúvida, a coisa é interessante; vamos ver!...



Eu não acreditava, senhores, ter o prazer de vir passara noite junto de vós. No entanto, com isto estou sempre feliz, crede-o bem, porque sei toda a simpatia que conservastes para vosso antigo colega.

Aproximei-me, pois, e todos os barulhos da Terra me chegaram mais distintos: O fim do mundo! gritava-se; o fim do mundo!...Ah! meu Deus, disse a mim mesmo, se for o fim do mundo, em que vão eles se tomarem?... A voz de vosso presidente e meu amigo, tendo vindo até mim, o ouvi que lia algumas passagens de uma brochura onde se anuncia o fim do mundo como muito próximo. O assunto me interessou; escutei atentamente, e, depois de ter maduramente refletido, venho, como o autor da brochura, vos dizer Sim, senhores, o fim do mundo está próximo!... Oh! não vos assusteis, senhoras; porque é preciso ele estar bem perto para tocá-lo, e quando o tocardes, vós o vereis.

À espera disto, eu vou, se o permitirdes, vos dar a minha apreciação sobre esta palavra, espantalho dos cérebros fracos, e também dos Espíritos fracos; porque, sabei-o, se a apreensão do fim do mundo terrifica os seres pusilânimes de vosso mundo, ela fere igualmente de terror os seres atrasados da erraticidade. Todos aqueles que não são desmaterializados, quer dizer, que, embora Espíritos, vivem mais materialmente, se amedrontam à idéia do fim do mundo, porque compreendem, por esta palavra, a destruição da matéria. Não vos admireis, pois, que esta idéia coloque em emoção certos Espíritos que não saberiam em que se tornar se a Terra não existisse mais; porque a
Terra é ainda o seu mundo, seu ponto de apoio.

Por mim, disse a mim mesmo: Sim, o fim do mundo está próximo; ele está ali, eu o vejo, eu o toco;... ele está próximo para aqueles que, com seu desconhecimento, trabalham para precipitar-lhe achegada!... Sim, o fim do mundo está próximo;... Mas de que mundo é o fim?

Será o fim do mundo da superstição, do despotismo dos abusos mantidos pela ignorância, da malevolência e da hipocrisia; será o fim do mundo egoísta e orgulhoso, do pauperismo, de tudo o que é vil e rebaixa o homem; em uma palavra, de todos os sentimentos baixos e cúpidos que são o triste apanágio de vosso mundo.

Esse fim do mundo, essa grande catástrofe que todas as religiões concordam em prever, é o que elas entendem? Não é preciso ver aí, ao contrário, o cumprimento dos altos destinos da Humanidade? Se refletíssemos em tudo o que se passa ao nosso redor, esses sinais precursores não são o sinal do começo de um outro mundo, eu quero dizer de um outro mundo moral, antes do que o da destruição do mundo material?

Sim, senhores, um período de depuração terrestre termina neste momento; um outro vai começar... Tudo concorre para o fim do velho mundo, e aqueles que se esforçam por sustentá-lo trabalham energicamente, sem o querer, para sua destruição. Sim, o fim do mundo está próximo para eles; eles o pressentem e com isto se assustam, crede-o bem, mais do que do fim do mundo terrestre, porque é o fim de sua dominação, de sua preponderância, à qual se prendem mais do que a qualquer outra coisa; e isso será, a seu respeito, não vingança de Deus, porque Deus não se vinga, mas ajusta recompensa de seus atos.

Os Espíritos são, como vós, os filhos de suas obras; se são bons, é porque trabalharam para o futuro; se são maus, não é que não tenham trabalhado para o futuro, é porque não trabalharam para se tomarem bons.

Amigos, o fim do mundo está próximo, e eu vos convido vivamente a tomarem boa nota desta previsão; ele está tanto mais próximo, quanto já se trabalha para reconstruí-lo.

A sábia previdência Daquele a quem nada escapa quer que tudo se reconstrua antes que tudo seja destruído; e quando o novo edifício estiver coroado, quando o cume estiver coberto, será então que se desmoronará o antigo; ele cairá por si mesmo; de sorte que, entre o velho mundo e o novo, não haverá solução de continuidade.

É assim que é preciso entender o fim do mundo, que tantos sinais precursores pressagiam. E quais serão os operários mais poderosos para essa grande transformação? Sois vós, senhoras; sois vós, senhoritas, com a ajuda da dupla alavanca da instrução e do Espiritismo. Na casa da mulher em que o Espiritismo penetrou, há mais do que uma mulher, há uma operária espiritual; nesse estado, tudo trabalhando por ela, a mulher trabalha ainda mais do que o homem na edificação do monumento; porque, quando ela conhecer todos os recursos do Espiritismo, e deles souber servir-se, a maior parte da obra será feita por ela. Amamentando o corpo de seu filho, ela poderá também amamentar seu espírito; e quem é melhor ferreiro do que o filho de um ferreiro, aprendiz de seu pai? A criança sugará, assim, em crescendo, o leite da espiritualidade, e quando tiverdes os Espíritas, filhos de Espíritas e pais de Espíritas, o fim do mundo, tal como o compreendemos, não terá se realizado? Admirai-vos, pois, depois disto, que o Espiritismo seja um espantalho para tudo o que se prende ao velho mundo, e da obstinação que se põe para abafá-lo em seu berço!

JOBARD.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

FOTOGRAFIA DO PENSAMENTO.

PensamentoO fenômeno da fotografia do pensamento se ligando ao das criações fluídicas, descrito em nosso livro da Gênese, no capítulo dos fluidos, para maior clareza reproduzimos a passagem desse capítulo, onde esse assunto é tratado, e o completamos com novas observações.

Os fluidos espirituais, que constituem, propriamente falando, um dos estados do fluido cósmico, são a atmosfera dos seres espirituais; é o elemento onde eles haurem os materiais sobre os quais operam; é o meio onde se passam os fenômenos especiais perceptíveis à vista e ao ouvido do Espírito, e que escapam aos sentidos carnais impressionados somente pela matéria tangível, onde se forma essa luz particular ao mundo espiritual, diferente da luz comum por sua causa e seus efeitos; é, enfim, o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som.

Os Espíritos agindo sobre os fluidos espirituais, não os manipulam como os homens manipulam os gases, mas com a ajuda do pensamento e da vontade, O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem a esses fluidos tal ou tal direção; aglomeram-nos, combinam-nos ou os dispersam; com eles formam conjuntos tendo uma aparência, uma forma, uma cor determinada; mudando-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou outros corpos, os combinam segundo certas leis; é a grande oficina ou o laboratório da vida espiritual.

Algumas vezes, essas transformações são o resultado de uma intenção; freqüentemente, são o produto de um pensamento inconsciente; basta ao Espírito pensar numa coisa para que essa coisa se produza, como basta modular uma ária para que essa ária repercuta na atmosfera.

É assim, por exemplo, que um Espírito se apresenta à vista de um encarnado dotado da visão psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo, na época em que foi conhecido, tivesse tido várias encarnações depois. Ele se apresenta com a roupa, os sinais exteriores, -enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc., que tinha então; um decapitado se apresentará com a cabeça a menos. Não é dizer que ele conserva essas aparências; não, certamente; porque como Espírito ele não é nem coxo, nem maneta, nem caolho, nem decapitado, mas seu pensamentos e reportando à época em que era assim, seu perispírito lhe toma instantaneamente as aparências, que deixa do mesmo modo instantaneamente, desde que seu pensamento deixa de agir. Se, pois, foi uma vez negro, outra vez branco, ele se apresentará como negro ou como branco, segundo a dessas duas encarnações sob a qual for evocado, e onde se reportar o seu pensamento.

Por um efeito análogo, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos dos quais tinha o hábito de se servir: um avaro manejará o ouro; um militar terá as suas armas e o seu uniforme; um fumante, o seu cachimbo; um lavrador, a sua charrua e seus bois; uma velha, a sua roca para afiar. Esses objetos fluídicos são tão reais para o Espírito que é, ele mesmo, fluídico, quanto eram no estado material para o homem vivo; mas, pela mesma razão que são criados pelo pensamento, a sua existência é tão fugidia quanto o pensamento.

Sendo os fluidos o veículo do pensamento, eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode-se, pois, dizer, em verdade, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros.

Como se vê, é uma ordem de fatos toda nova que se passam fora do mundo tangível, e constituem, podendo-se assim dizer, a física e a química especiais do mundo invisível. Mas como, durante a encarnação, o princípio espiritual está unido ao princípio material, disto resulta que certos fenômenos do mundo espiritual se produzem conjuntamente com os do mundo material, e são inexplicáveis para quem não lhes conhece as leis. O conhecimento dessas leis é, pois, tão útil aos encarnados quanto aos desencarnados, uma vez que só elas podem explicar certos fatos da vida material.

O pensamento, criando imagens fluídicas, se reflete no envoltório espiritual como numa vidraça, ou ainda como essas imagens de objetos terrestres que se refletem nos vapores de ar; ela ali toma um corpo e se fotografa de alguma sorte. Que um homemtenha, por exemplo, a idéia de matar um outro, por impassível que seja seu corpo material, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento do qual reproduz todas as nuanças; ele executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desejo de realizar; seu pensamento cria a imagem da vítima, e a cena inteira se pinta, como num quadro, tal qual ela está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma, encarnada ou desencarnada, pode ler numa outra como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Os olhos do corpo vêem as impressões interiores que se refletem sobre os indícios do rosto: a cólera, a alegria, a tristeza; mas a alma vê sobre os indícios da alma os pensamentos que não se traduzem ao redor.

No entanto, segundo a intenção, o vidente pode bem pressentir o cumprimento do ato que lhe será a conseqüência, mas não pode determinar o momento em que se cumprirá, nem lhe precisar os detalhes, nem mesmo afirmar que ocorrerá, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos decididos e mudar as disposições. Ele não pode ver o que não está ainda no pensamento; o que vê é a preocupação do momento, ou habitual, do indivíduo, seus desejos, seus projetos, suas intenções boas ou más; daí os erros nas previsões de certos videntes, quando um acontecimento está subordinado ao livre-arbítrio do homem; não podem senão pressentir-Ihe a probabilidade segundo o pensamento que vêem, mas não afirmar que ocorrerá de tal maneira e em tal momento. A maior ou a menor exatidão nas previsões, depende, além disso, do alcance e da clareza da visão psíquica; em certos indivíduos, Espíritos ou encarnados, ela é difusa ou limitada a um ponto, ao passo que, em outros, ela é limpa, e abarca o conjunto dos pensamentos e da vontade, devendo concorrer para a realização de um fato; mas, acima de tudo, há sempre a vontade superior que pode, em sua sabedoria, permitir uma revelação ou impedi-la; neste caso, um véu impenetrável é lançado sobre a visão psíquica mais perspicaz. (Ver na Gênese, o cap. da Presciência.)

A teoria das criações fluídicas e, conseqüentemente, da fotografia do pensamento, é uma conquistado Espiritismo moderno, e pode ser, doravante, considerada como adquirida em princípio, salvo as aplicações de detalhes que são o resultado da observação. Esse fenômeno é, incontestavelmente. A fonte das visões fantásticas, e deve desempenhar um grande papel em certos sonhos.

Pensamos que nele se pode encontrar a explicação da mediunidade do copo com água. (Ver o art. precedente.) Desde que o objeto que se vê não está no copo, a água deve fazer o trabalho de uma vidraça que reflete a imagem criada pelo pensamento do Espírito. Esta imagem pode ser a reprodução de uma coisa real, como pode ser a de uma criação de fantasia. O copo com água não é, em todos os casos, senão um meio de
reproduzi-la, mas não é o único, assim como o prova a diversidade de procedimentos empregados por alguns videntes; este, talvez, convenha melhor para certas organizações.

Revista Espírita, junho de 1868 , Allan Kardec

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