quinta-feira, 27 de agosto de 2009

NOTÍCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LUMEN

Relato de outra Terra

Por Camille Flammarion, professor de astronomia, ligado ao observatório de Paris. Este não é um livro, mas um artigo que poderia fazer um livro interessante e sobretudo instrutivo, porque seus dados são fornecidos pela ciência positiva, e tratados com a clareza e a elegância que o jovem sábio traz em todos os seus escritos. O Sr. Camille Flammarion é conhecido de todos os nossos leitores por sua excelente obra
sobre a Pluralidade dos mundos habitados, e pelos artigos científicos que publica no Siècle. Aquele do qual vamos dar conta foi publicado na Revue du XÍXo século, de 1o de fevereiro de 1867 (1-(1) Cada número forma um volume de 160 páginas grandes in-8. Preço 2 fr. Paris, livraria internacional, 15, bulevard Montmartre, e 18, avenida Montaigne, palais Pompéien.).
O autor supõe uma conversa entre um indivíduo vivo chamado Sitiens, e o Espírito de um de seus amigos chamado Lumen, que lhe descreve seus últimos pensamentos terrestres, as primeiras sensações da vida espiritual, e as que acompanham o fenômeno da separação. Esse quadro é de uma conformidade perfeita com o que os Espíritos nos ensinaram a esse respeito; é o Espiritismo mais exato, menos a palavra que não é pronunciada. Será julgado pelas citações seguintes:


"A primeira sensação de identidade que se sente depois da morte parece aquela que se sente ao despertar durante a vida, quando, retornando pouco a pouco à consciência da manhã, se está ainda atravessado pelas visões da noite. Solicitado pelo futuro e pelo
passado, o Espírito procura, ao mesmo tempo, retomar plena posse de si mesmo e agarraras impressões fugidias do sonho desvanecido, que passam ainda nele com o seu cortejo de quadros e de acontecimentos. Por vezes, absorvido por essa retrospecção de
um sonho cativante, sente sob a pálpebra que se fecha, as urdiduras da visão se renovarem, e o espetáculo continuar; ao mesmo tempo, ele cai no sonho e numa espécie de sonolência. Assim balança a nossa faculdade pensante ao sair desta vida, entra uma
realidade que ela ainda não compreende, e um sonho que não está completamente desaparecido."

Nota. Nesta situação do Espírito, não há nada de espantoso em que alguns não creiam estar mortos. "A morte não existe. O fato que designais sob este nome, a separação do corpo e da alma, não se efetua, verdadeiramente dizendo, sob uma forma material comparável às separações químicas dos elementos dissociados que se observam no mundo físico. Não se percebe mais dessa separação definitiva, que nos parece tão cruel do que a criança recém-nascida não se percebe de seu nascimento; somos nascidos na vida futura como o
fomos na vida terrestre. Unicamente, não estando mais envolvida das faixas corpóreas que a revestem neste mundo, adquire mais prontamente a noção de seu estado e de sua personalidade. Esta faculdade de percepção varia. no entanto, de uma alma a outra. Há
as que, durante a vida do corpo, não se elevaram jamais para o céu e jamais se sentiram ansiosas em penetrar as leis da criação. Aquelas, ainda dominadas pelos apetites corpóreos, permanecem por muito tempo no estado de perturbação inconsciente. Há outras delas, felizmente, que, desde esta vida, voam sobre suas aspirações aladas para os cimos do belo eterno; aquelas vêem chegar com calma e serenidade o instante da separação; elas sabem que o progresso é a lei da existência e que entrarão, no além, numa vida superior àquela sua daqui; seguem passo a passo a letargia que prepara o seu coração, que quando o último batimento, lento e insensível, o detém em seu curso, elas já estão acima de seu corpo, do qual observaram o adormecimento, e, livrando-se dos laços magnéticos, elas se sentem rapidamente levadas, por uma força desconhecida, para o ponto da criação onde suas aspirações, seus sentimentos, suas esperanças, as atraem.

"Os anos, os dias e as horas são constituídos pelos movimentos da Terra. Fora destes movimentos o tempo terrestre não existe mais no espaço; é, pois, absolutamente impossível ter noção desse tempo."

Nota. - Isto é rigorosamente verdadeiro; também quando os Espíritos querem nos especificar uma duração inteligível para nós, são obrigados a se identificarem de novo com os hábitos terrestres, de se refazerem homens, por assim dizer, a fim de se servir dos mesmos pontos de comparação. Logo depois de sua libertação, o Espírito de Lumen é transportado com a rapidez do pensamento para o grupo de mundos compondo o sistema de estrelas designado em astronomia sob o nome de Capellaou a Chèvre. A teoria que dá da visão da alma é notável.

"A visão de minha alma era de um poder incomparavelmente superior àquela dos olhos do organismo terrestre que eu vinha de deixar; e, observação surpreendente, seu poder me parecia submetido à vontade. Que me baste vos fazer pressentir que, em lugar de ver simplesmente as estrelas no céu, como as vedes na Terra, eu distinguia claramente os mundos que gravitam em torno; quando desejava não mais vera estrela, a fim de não estar mais torturado pelo exame desses mundos, ela desaparecia de minha visão, e me deixava em excelentes condições para observar um desses mundos. Além disto, quando minha visão se concentrava sobre um mundo particular, chegava a distinguires detalhes de sua superfície, os continentes e os mares, as nuvens e os rios.

Por uma intensidade particular de concentração na visão da minha alma, chegava a ver o objeto sobre o qual ela se concentrava, como, por exemplo, uma cidade, um campo, os edifícios, as ruas, as casas, as árvores, as veredas; reconhecia mesmo os habitantes e seguia as pessoas nas ruas e nas habitações. Bastava-me para isto limitar meu pensamento ao quarteirão, à casa, ou ao indivíduo que eu queria observar. No mundo a margem do qual acabava de chegar, os seres, não encarnados num envoltório grosseiro como o deste mundo, mas, livres e dotados de faculdades de percepções elevada a um eminente grau de poder, podem perceber distintamente os detalhes que, nessa distância, estariam absolutamente ocultos às organizações terrestres.
SITIENS. É que se servem para isso de instrumentos superiores aos nossos telescópios?

LUMEN. Se, por ser menos rebelde à admissão desta maravilhosa faculdade, vos é mais fácil concebê-los munidos de instrumentos, vós o podeis por teoria. Mas devo vos advertir que essas espécies de instrumentos não são exteriores a esses seres, e que pertencem ao próprio organismo da visão. É bem entendido que essa construção ótica e esse poder de visão são naturais nesses mundos, e não sobrenaturais. Pensai um pouco nos insetos que gozam da propriedade de encurtar ou de alongar seus olhos, como os tubos de uma luneta, de inchar ou achatar seu cristalino para dele fazer uma lupa de diferentes graus, ou ainda de concentrar ao mesmo foco uma multidão de olhos apontados como tantos microscópios para agarrar o infinitamente pequeno, e podereis mais legitimamente admitir a faculdade desses seres ultra terrestres."

O mundo em que se encontra Lumen está a uma distância tal da Terra que a luz não chega de um ao outro senão ao cabo de setenta e dois anos. Ora, nascido em 1793 e morto em 1864, na sua chagada em Capela, donde leva a sua visão sobre Paris, Lumen não reconhece mais a Paris que vem de deixar. Os raios luminosos partidos da Terra, não chegando a Capela senão depois de setenta e dois anos, lhe chegava a imagem do que ali se passou em 1793.

Ali está a parte realmente científica do relato; todas as dificuldades nele são resolvidas da maneira mais lógica. Os dados, admitidos em teoria pela ciência, ali são demonstrados pela experiência; mas esta experiência não podendo ser feita diretamente pelos homens, o autor supõe um Espírito que dá conta dessas sensações, e colocado em condições de poder estabelecer uma comparação entre a Terra e o mundo que habita.
A idéia é engenhosa e nova. É a primeira vez que o Espiritismo verdadeiro e sério, embora sob o anonimato, é associado à ciência positiva, e isto por um homem capaz de apreciar um e o outro, e de compreender o traço de união que deverá religá-los um dia. Esse trabalho, ao qual reconhecemos, sem restrição uma importância capital, nos parece ser um daqueles que os Espíritos nos anunciaram como devendo marcar o presente ano.

Analisaremos esta segunda parte num próximo artigo.
Revista Espírita
Março de 1867
Allan Kardec


sábado, 25 de julho de 2009

Passando a Terra a Branco

Volto ao mundo branco, mas já sei que estou também no "hospital espírita"
onde me guarda o Anjo Raul, que não era Seixas. Eu estava também presente em
alguma lembrança ou outra das muitas leituras que você fez do que eu vivi na
Terra e talvez eu seja apenas fruto dos escritos de um cronista maluco.

Se eu, mesmo sendo apenas letras que entram na sua cabeça, sou real,
imagina o Anjo? Na dúvida, ele que me guardasse.

Não quero criar polêmica, mas é melhor você repensar sobre a sua idéia de
pós-morte e compreender que todos os livros que contam experiências além da
vida são livros escritos por gente que está aí, ou gente que diz que gente
que está aqui disse pra ele que era assim ou assado.

De certa forma, eles estão dizendo a verdade, a vida além da Terra é
exatamente como eles pensaram e escreveram, só se esqueceram de mencionar
que assim como todo mundo possui uma identidade e vive uma vida terrena
diferenciada, por mais que pareça igual; o desencarne vai desembocar em uma
via de visão única, ou seja, o céu ( ou o inferno) é aquilo que você espera
que seja.

A vida além da morte é um mundo branco que você pinta com as cores do seu
pré conceito. Leia direito! Leia direito! Leia uma vez mais, devagar e
direito!

Quanto mais aberto para o novo você estiver, quanto menos comprar os planos
de céu dos outros, menos você sofrerá por aqui.

Você sabe aquela da loira que desencarnou e perguntou ao seu mentor:

- Posso na próxima reencarnação, nascer com mais peito. Esse negócio de
silicone é uma caída só!

O mentor respondeu:

- Hellooo!!! Nem todo mundo reencarna, filha!

Não entendeu a piada? Volte três parágrafos. Sacou a graça, avance uma
linha!

Sim, se a vida na Terra não é sempre justa, você acha que aqui seria
diferente? Que basta morrer e chegar aqui querendo lugar VIP ao lado do
Senhor? Que não pensando sobre o assunto, vai tornar a passagem mais
vaselina?

Menos ego e mais eu, né gente!

Voltando ao seu mundo, posso afirmar que a vida na terra também é um mundo
branco.

Você pode usar as tintas do seu coração e pintar uma vida melhor agora
mesmo, basta estancar a ferida no peito da arrogância e viver o melhor que
puder. Não se preocupe com os seus erros, se concentre no acertar.

Se achar que está ficando louco, relaxe: o louco não sabe que é louco, nem
vê a loucura ao seu redor. E ainda assim, mesmo sendo louco, podemos ser
felizes, se tivermos plantado flores no jardim coletivo; se tivermos
cultivado amores, família, amigos e a fé. Sim, na falta da certeza de que há
algo além, cultive a fé, acredite que se nascemos com essa curiosidade de
sabermos se somos a causa de algo que veio antes, pode crer que há algo
depois, sempre há.

A verdade, como dizia um amiga, é que nem a bunda da gente, cada um tem a
sua. A minha verdade, caro leitor, é a sua leitura. Eu existo por ela, ela
que é a razão do meu mundo branco. A sua leitura é o alazão negro da minha
loucura e a vontade de te mostrar o que há pelo estranhamento é o meu mundo
branco, onde as palavras são flores bonitas pintadas na parede da sua
imaginação.

Vou deixá-lo agora, amigo leitor.

O meu Anjo da Guarda, quer me ensinar violão. Será que ele ficará bravo se
eu pedir pra ele tocar Raul?

Cronicas do Frank

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Artigo: Brasil não deve celebrar concordata com Vaticano

Publicada em 11/05/2007 às 17h23m

Por Aldir Guedes Soriano

Concordatas, no contexto do direito internacional, são tratados ou acordos bilaterais entre a Santa Sé e um Estado-parte cujo objeto verse sobre assuntos de interesse religioso da Igreja Católica. Alguns países como Itália, Portugal e Alemanha passaram pela experiência concordatária. Foi por meio de dois acordos assinados por Benito Mussolini em 1929 - conhecidos como Tratados de Latrão - que nasceu o Estado soberano da cidade do Vaticano, com personalidade jurídica internacional e aptidão para celebrar tratados internacionais.

No Brasil, a partir do decreto 119-A (1890), de autoria de Rui Barbosa, instaurou-se a separação entre a Igreja e o Estado, que foi recepcionada pela nova ordem republicana em 1891. Foi assim que o Brasil se tornou laico. A Igreja Católica perdeu privilégios, deixou de ser a igreja oficial do Estado. Por conseguinte, as liberdades de crença e culto foram sensivelmente ampliadas. Segundo Serbin, não passou muito tempo até que a Igreja intentasse restabelecer os privilégios perdidos por meio de "concordata moral" ou informal. Entretanto, nenhuma concordata foi efetivamente formalizada e o país ainda permanece laico, por força do art. 19 da Constituição de 1988.

Em 2002, o Vaticano pretendeu celebrar uma concordata com o Brasil. Nessa ocasião, o consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), Antônio Paulo Cachapuz de Medeiros, elaborou parecer desaconselhando a realização do tratado. Entretanto, em agosto de 2006, surgiram indícios de nova tentativa concordatária que seria efetivada com a visita do Papa Bento XVI, programada para o ano de 2007. Esses rumores foram levantados por ocasião do 6º Colóquio Latino-Americano da Liberdade Religiosa, realizado na cidade do Rio de Janeiro. Tais indícios foram relatados pela Professora Roseli Fischmann em artigo publicado no jornal "Folha de São Paulo" (Cotidiano, 14/09/2006).

Os rumores de 2006 se confirmaram no segundo dia de visita de Bento XVI ao Brasil (10/04/2007). Em seu encontro com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o Papa manifestou a intenção de assinar acordo com o Brasil envolvendo privilégios tributários e o ensino religioso nas escolas públicas, segundo o site "BBC Brasil". Cumpre salientar que um acordo dessa natureza se classifica como concordata.

Concordatas são inconstitucionais no contexto laico ou não-confessional. Nesse sentido pontua o internacionalista Valerio Mazzuoli. Para o jurista italiano Paolo Barile, os privilégios almejados pela Igreja Católica, consentâneos à lógica concordatária, são repugnantes sob o ponto de vista laicista. O reconhecimento da Santa Sé como pessoa jurídica de direito internacional não justifica nenhum privilégio em detrimento das demais confissões religiosas.

A perpetuação da supremacia católica foi um dos objetivos precípuos do regime concordatário. Nesse sentido, pontua Jónatas Machado, para quem "a celebração de concordatas com a Igreja Católica foi muitas vezes instrumento de obtenção ou consolidação de privilégios traduzidos num tratamento jurídico mais favorável em relação às demais confissões religiosas".

Um acordo bilateral (concordata) entre o Vaticano e um Estado laico pode ser considerado uma degeneração ou patologia do direito internacional. Tal acordo, além de injustificável, comprometeria as liberdades de consciência, crença e culto das demais religiões e confissões religiosas existentes na sociedade brasileira. Isso abalaria os princípios da democracia constitucional e liberal.

O presidente Lula recusou, com toda a razão, a proposta de acordo (concordata) do Papa Bento XVI e optou pela preservação do Estado Laico. Não obstante, a ameaça ainda remanesce, uma vez que o Vaticano pretende repetir a iniciativa, no final do ano e, se possível, assinar o documento até 2010. Esse assunto merece toda a atenção da sociedade brasileira. O país não pode retroceder na história e não deve caminhar em direção contrária à modernidade e à liberdade. Portanto, o Brasil não deve, jamais, celebrar uma concordada com o Vaticano.

Aldir Guedes Soriano é advogado e membro da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP

http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2007/05/11/295719017.asp

 

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Outros links sobre o assunto

O QUE É A CONCORDATA:
http://www.geledes.org.br/o-que-e-a-concordata.html

BRASIL NAO DEVE CELEBRAR CONCORDATA COM O VATICANO:
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2007/05/11/295719017.asp

ABAIXO ASSINADO CONTRA CONCORDATA BRASIL VATICANO
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/11/434571.shtml

DEGENERACAO DO DIREITO INTERNACIONAL
http://www.aldirsoriano.com.br/artigos_13.htm

ACORDO ENTRE BRASIL E VATICANO AMEACA O ESTADO LAICO E AS LIBERDADES FUNDAMENTAIS
http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=1843&Itemid=2

ANDAMENTO DO PROCESSO:
http://www2.camara.gov.br/comissoes/credn

CNBB QUER APROVACAO RAPIDA DO ESTATUTO
http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=136211

PARA CADASTRAR NA CAMARA DO DEPUTADOS E RECEBER NOTICIAS, INCLUSIVE TRABALHO DO SEU DEPUTADO:
http://www2.camara.gov.br/sispush

PARA ENVIAR A NOSSA POSIÇÃO AOS DEPUTADOS
http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado

Eis a reportagem da CBN, no link do Youtube, retirado da Rádio CBN.

http://www.youtube.com/watch?v=mNbKY1ej6Ng

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Influências invisíveis

 
Somos corpos expostos ao vento gelado tal qual sobreviventes de uma queda nos Andes. Sofremos tantas influências que raramente nos damos conta.
 
O primeiro e mais adorável ser que nos influencia é o orgulho. Ele nos coloca no colo, nos aconchega nos braços, cochicha em nossos ouvidos sobre nossa importância, nos conta sobre nossos valores. Ele nos faz bem, parecemos seguros, acreditamos no poder de nossa utilidade. Nossa bondade é bandeira erguida em mastro dourado. Ahhh! Como é sedutor este amante de corações inseguros e perdidos, de espíritos hesitantes no caminho do progresso.
 
Mas existe outra doce influência, a vaidade, estreitamente ligada ao orgulho a vaidade é como neblina suave, que turva a vista que não a percebe. Tece um emaranhado invisível de fios que parecem nos sustentar no ar. É como mãe provedora, nos oferece tudo que a ilusão lhe permite.
 
O prazer surge tal qual magnífica música divina, nos tornamos pequenos roedores em um conto infantil e seguimos pelo desejo a mais bela flauta mágica. Ahhh como é doce o som do elogio, como e suave o carinho da atenção. 
 
Nesta caminhada seguimos com os olhos fechados, cegos conscientes,
 
Por fim, eis que não vimos as fendas afiadas e nelas desabamos. Feridos e raivosos, maldizemos o caminho, enquanto se divertem outros tolos. Paramos cansados de nossos próprios gritos e percebemos que houve sempre a escolha.
 
Sem conseguir esconder-nos de nós mesmos, choramos em prantos infantis. É nesse instante que se aproveita o mais cruel influenciador.
 
O desânimo chega tal qual um leve vento, sua influência é mortal, pode derrubar um herói e sequestrar a esperança. Deixa-nos na chuva fria e nos mostra a realidade. Senta ao nosso lado e se diz companheiro. Nas palavras parece escorrer a razão, no olhar uma sinceridade cortante. Tuas verdades são como pequenas chagas que parecem não curar. Paciente e perseverante não demonstra cansaço ou irritação, nos acompanha por quanto tempo quisermos.
 
Somos todos culpados de nossas quedas e pelos caminhos turbulentos, pelo fato de não compreendermos a vida, maldizemos a pedra que machuca o dedo, maldizemos o frio que gela o corpo e o calor que nos fatiga. Queremos algo que não existe. Uma ilusão que chega ao fim com a luz do conhecimento.
 
 

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Fw: ONG Sorriso

 



LEIAM E DIVULGUEM POR FAVOR


A ONG Sorriso faz um um trabalho super bonito no mundo todo e eles estão a caminho do Brasil no inicio de agosto, fazendo uma triagem para cirurgias gratuitas em crianças.
Repassem!! De repente a gente consegue ajudar alguém!




ONG SORRISO.jpg


 



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