domingo, 13 de junho de 2010

Mundo Espiritual ou Realidade Virtual?

RV 

De acordo com a Wikipédia a realidade virtual, também conhecida como ambiente virtual é uma tecnologia de interface, ou seja de um meio pelo qual o usuário interage com um programa. Esta tecnologia foi desenvolvida para recriar ao máximo a sensação de realidade para um indivíduo, levando-o a adotar essa inteiração como uma de suas realidades temporais. Diz ainda:” Além da compreensão da RV como simulação da realidade através da tecnologia, a RV também se estende a uma apreensão de um universo não real, um universo de ícones e símbolos, mas permeando em um processo de significação o espectador desse falso universo o fornece créditos de um universo real. Em suma, uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Dentro da realidade virtual é possível criar um ambiente comum que será compartilhado por vários usuários em vários lugares diferentes se encontrando neste mesmo ambiente. O usuário tem a sensação real de estar dentro do mundo virtual e que é capaz de manipular os objetos ali presentes como se eles fossem reais, pois eles respondem à interação do usuário.

A grande vantagem da realidade virtual é o conhecimento intuitivo do usuário a respeito do mundo físico pode ser transferido para manipular o mundo virtual.

O usuário vê e sente esta realidade através de dispositivos eletrônicos, no caso um capacete que cobre os olhos com uma espécie de tela por onde ele vê o ambiente e uma ou duas luvas que transmitem ao indivíduo as sensações dos toques e movimentos.

No livro A Gênese Kardec escreveu: “O pensamento cria imagens fluídicas, e se reflete no envoltório perispiritual como num espelho; o pensamento toma corpo e aí se fotografa de alguma forma. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar outro; embora seu corpo material esteja impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento, do qual reproduz todas as variações; executa fluidicamente o gesto, o ato que tem o desígnio de cumprir; o pensamento cria a imagem da vítima, a cena inteira se pinta, como em um quadro, tal como está em seu espírito.

É assim que os movimentos mais secretos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler em outra alma como num livro, e ver o que não é perceptível pelos olhos do corpo. Todavia, vendo a intenção, pode pressentir a realização do ato que se lhe seguirá, porém não pode determinar o momento em que ele se realizará, nem precisar seus detalhes, nem mesmo afirmar se ele virá a realizar-se, pois as circunstâncias ulteriores podem modificar os planos e mudar as disposições. Ela não pode ver aquilo que ainda não está no pensamento; o que ela vê, é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.”

Assim como na realidade virtual um espírito desencarnado, mas ainda muito apegado à Terra irá transferir para o seu mundo espiritual aquilo que desejaria no mundo material. Ele, através do pensamento, do desejo e do seu conhecimento vai criando um mundo ao seu redor.

O perispírito funcionaria como o capacete da realidade virtual, mas o faz de uma forma completa, abrangendo os 360ª ao mesmo tempo também que atua como a luva transmitindo ao espírito a sensação da imagem ou cena criada.

Quando um espírito relata um mundo espiritual como uma ‘cópia’ melhorada do mundo físico, não estaria ele criando ao seu redor um ambiente virtual tão poderoso que seja capaz de fazê-lo se prender a ele? Se nós somos capazes de nos ‘perder’ numa realidade virtual criada por um computador mesmo tendo o corpo físico, o que a nossa própria mente não faria se ela pudesse comandar também as nossas sensações?

Não que seja este mundo uma mentira propriamente dita, mas seria um ambiente virtual apenas criado e mantido pelo apego à matéria, mas em nenhum momento seria um mundo real, sendo “uma realidade ficcional, contudo através de relações intelectuais, a compreendemos como sendo muito próxima do universo real que conhecemos.”

Bibliografia consultada:

clip_image001 http://pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_virtual

clip_image001[1] A Gênese, Allan Kardec

sábado, 12 de junho de 2010

Orientação do guia do médium

Gostaria de transcrever aqui para a nossa reflexão, um pequeno trecho da obra O Céu e o Inferno de Allan Kardec, segunda parte, capítulo VII, Espíritos Endurecidos, Xumene:

“O Guia do médium.- Filha, terás muito trabalho com este Espírito endurecido, mas o maior mérito não advém de salvar os não perdidos. Coragem, perseverança, e triunfarás afinal. Não há culpados que se não possam regenerar por meio da persuasão e do exemplo, visto como os Espíritos, por mais perversos, acabam por corrigir-se com o tempo. O fato de muitas vezes ser impossível regenerá-los prontamente, não importa a inutilidade desses esforços. Mesmo a contragosto, as idéias sugeridas a esses Espíritos fazem-nos refletir. São como sementes que, cedo ou tarde, tivessem de frutificar. Não se arrebenta a pedra com a primeira marretada.

Isto que te digo pode aplicar-se também aos encarnados e tu deves compreender a razão porque o Espiritismo não torna imediatamente perfeitos nem mesmo os mais crentes adeptos.

A crença é o primeiro passo; vem em seguida a fé e a transformação por sua vez, mas além disso, força é que muitos venham revigorar-se no mundo espiritual.

Entre os Espíritos endurecidos, não há perversos e maus. Grande é o número daqueles que, sem fazer o mal, estacionam por orgulho, indiferença ou apatia. Estes, nem por isso, são menos infelizes, pois quanto mais os aflige a inércia tanto mais se vêem privados das mundanas compensações.

Intolerável, certamente, se lhes torna a perspectiva do infinito, porém eles não têm a força nem a vontade para romper com essa situação. Queremos referir-nos a esses indivíduos que levam uma existência ociosa, inútil a si como ao próximo, acabando muitas vezes no suicídio, sem motivos sérios, por enfado da vida.

Em regra, esses Espíritos são menos passíveis de imediata regeneração do que aqueles que são positivamente maus, visto como estes ao menos dispõem de energia e, uma vez doutrinados, votam-se ao bem com o mesmo ardor com que se votavam ao mal.

Aos outros, muitas encarnações se fazem necessárias para que progridam, e isto pouco a pouco, domados pelo tédio, procurando para se distraírem qualquer ocupação que mais tarde venha a transformar-se em necessidade”.

 

Bjs

ClaudiaC.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Influência Espiritual no trabalho do bem

Ao final desta parte, uma cena na novela Escrito nas Estrelas me fez recordar a questão 459 do O Livro dos Espíritos, onde Kardec pergunta se os espíritos influem nos nossos pensamentos e nas nossas ações, os Espíritos assim responderam:

“- Nesse sentido, a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem.”

No livro O Livro dos Médiuns assim Kardec escreve sobre os médiuns inspirados (cap XV item 182):

“Recebemos a inpiração dos Espíritos que nos influenciam para o bem ou para o mal. Mas ela é principalmente a ajuda dos que desejam o nosso bem, e cujos conselhos rejeitamos com muita frequência. Aplica-se a todas as circunstâncias da vida, nas resoluções que devemos tomar. Nesse sentido pode-se dizer que todos são médiuns, pois não há quem não tenha os seus Espíritos protetores e familiares, que tudo fazem para transmitir bons pensamentos aos seus protegidos. Se todos estivessem compenetrados dessa verdade, com mais frequência se recorreria à inspiração do anjo guardião, nos momentos em que não se sabe o que dizer ou fazer.”

O médico que também é médium se coloca como instrumento de Deus na realização do bem ao próximo, isto mais sua serenidade ajudam a sintonizar com um bom espírito que o auxilia na operação.

Porque este espírito não auxiliou a médica? Porque provavelmente ela não permitia a sintonia, devido a inquietude, à emoções. Talvez sequer conseguisse ouvir um conselho ou uma orientação.

Somos nós que criamos em nós e ao nosso redor as condições ideais para a boa comunicações com os bons espíritos, ou condições para a sintonia com espíritos tão ou mais sofredores do que nós.

Bjs

ClaudiaC.

PS: Eu tentei colocar só a cena no hospital mas devido ao fraco sinal não consegui fazer o upload.

domingo, 23 de maio de 2010

Inspiração

“Há algum tempo me pergunto como funciona esse processo maluco da inspiração. Não sou, obviamente, o único cara a questionar como funciona esse lance de, um dia, vc conseguir escrever/ compor/ criar algo que acredita, e que faz com que seu trabalho tenha valor... para, no outro, não conseguir produzir nada, coisa alguma, como se sua cabeça fosse vazia como parece ser, num momento como esse, o seu talento.

[…]

Eu sou um cara que vive questionando a minha. Desde a infância, meu mundo interior sempre foi muito complexo. Acabei canalizando minhas inspirações para o lado artístico, e me revezei entre o desenho, música, escrita e interpretação ao longo da vida. Muitas vezes fui bem feliz com idéias boas que me alçaram a alguma coisa... consegui, em boas fases de produção, compor peças para violão, preparar um ou outro troço bacana para algum personagem de teatro, armar situações e questionamentos originais e divertidos para o CQC, etc, etc. Mas, fixando o texto no campo da inspiração de artista mesmo, minha relação com essa magia estranha foi e ainda é bem conturbada.

[…]

Por isso, "Encantada". Gravada por mim no sábado, 22-05, na Radar Sonorização. Em primeira mão para os leitores desse blog e, em outubro, no CD independente, intimista e autoral que vcs terão à disposição - e que é, pra encerrar a história toda, o resumo do meu namoro com a Inspiração nos últimos anos de paixão violonística.

Um abraço, Rafa”

Versão não definitiva para o CD. Aguardando equalizações e tratamentos de áudio

Por Rafael Cortez às 22h09

http://rafael.cortez.zip.net/arch2010-05-23_2010-05-29.html#2010_05-23_23_09_09-145974756-0

Ao ler este belo texto no blog do Rafael Cortez, ao qual reproduzi pequenos trechos, falando ou melhor refletindo sobre a inspiração, lembrei-me de um trecho do O Livro dos Médiuns que fala dos médiuns inspirados e que transcrevo abaixo:

“183. Todos os homens de gênio, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de conceber grandes coisas e de trazê-las wm si mesmos. Ora, é precisamento por julgá-los capazes que os Espíritos, quando querem realizar certos trabalhos, lhes sugerem as idéias necessárias. E é assim que eles são, na maioria das vezes, médiuns sem o saberem. Eles têm, não obstante, uma vaga intuição de serem assistidos, pois aquele que apela à inspiração faz uma evocação. Se não esperasse ser ouvido, porque haveria de clamar com tanta frequência: Meu bom gênio, venha ajudar-me!

As respostas seguintes confirmam esta asserção:

- Qual a causa primeira da inspiração?

- A comunicação mental do Espírito.

-A inspiração não se destina apenas a grandes revelações?

- Não. Ela se relaciona quase sempre com as mais comuns circunstâncias da vida. Por exemplo: queres ir a algum lugar e uma voz te sugere fazer uma coisa em que não pensavas. Isso é inspiração. Há bem poucas pessoas que não tenham sido inspiradas em diversas ocasiões.

- Um escritor, um pintor, um músico, por exemplo, nos momentos de inspiração poderiam ser considerados médiuns?

- Sim, pois nesses momentos têma a alma mais livre e como separado da matéria, que então recobra em partes as suas faculdades de Espírito e recebe mais facilmente as comunicações dos Espíritos que a inspiram.”

“O mistério da inspiração é assim explicado como um processo de semidesprendimento da alma. Nesse estado, o artista amplia a sua visão das coisas, adquire percepções extra-sensoriais e entra em comunicação com os amigos espirituais que o ajudam”. Nota de J.Herculano Pires tradutor do O Livro dos Médiuns.

Talvez por isso que normalmente as pessoas se sentem mais inspiradas quando estão tristes ou melancólicas, pois ficam mais introspectivas e reflexivas. Meditando e refletindo acabam se concentrando e se semidesprendendo, estabelecendo contato mais direto com estes amigos e recebendo a inspiração.

Bjs

ClaudiaC.


domingo, 16 de maio de 2010

Um final mais que especial

Vale a pena ver de novo…

Bjs carinhosos

ClaudiaC.

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