terça-feira, 30 de março de 2010

SE BEBER NÃO DIRIJA!!

Olá amigos,

Esta campanha deve ser abraçada principalmente pelos espíritas, pois compreendem melhor a valiosa oportunidade que é a nossa vida aqui na Terra!

se-beber-nao-dirija

Ia colocar este vídeo do youtube de uma propaganda da TAC de 1989, mas devido às fortes imagens resolvi colocar apenas o link:

youtube.com/watch?v=Z2mf8DtWWd8 (coloque http://www. no inicio)

Aviso novamente que é um vídeo forte com imagens chocantes.

Bjs

ClaudiaC.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Inscrições do Ejepe prorrogadas!

22 março 2010

AS INSCRIÇÕES FORAM PRORROGADAS ATÉ O DIA 28/03 (DOMINGO) e o pagamento deverá ser feito até o ultimo dia de inscrição(28/03).

NÃO DEIXEM PARA A ÚLTIMA HORA. INSCRIÇÕES ÀS TERÇAS-FEIRAS(19 ÀS 21h) E AOS DOMINGOS (15 ÀS 18H).

Mais informações acesse: http://federacaoespiritape.org/o-dia-do-ejepe-esta-chegando/

Os Centros Espíritas e as Declarações junto ao Fisco

24 março 2010

As Casas Espíritas precisam com urgência tomarem três providências nos próximos dias, com vistas a cumprir exigências legais:

a) RAIS -Relação Anual de Informações Sociais: Até o dia 26 de março deverá ser entregue a Declaração da RAIS, mesmo negativa, por não existência de empregados, cujo modelo poderá ser obtido através do GOOGLE, na Internet.

b) DCTF- Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais: Até o 5º dia útil de abril, ou seja, até o dia 7 de abril de 2010, deverá ser entregue a DCTF, referente ao 2º semestre de 2009, sendo, neste caso, necessária a participação de um Contador. A multa pela não entrega da DCTF no prazo é bastante alta, da ordem de R$ 400,00.

c) DIPJ – Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica: deverá ser feita entregue até o último dia útil de junho (este ano, o dia 30 de junho).

http://federacaoespiritape.org/os-centros-espiritas-e-as-declaracoes-junto-ao-fisco/

terça-feira, 23 de março de 2010

Alma Dorme no Mineral?

fosseis

Paulo da Silva Neto Sobrinho


Uma das frases mais comentadas e polêmicas do Espiritismo, atribuída a Léon Denis, é constantemente repetida no meio espírita, mas um estudo mais detalhado da questão nos mostra outra realidade.


É comum ouvirmos essa frase: "A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem", cuja autoria é atribuída a Léon Denis. Só que, curiosamente, até hoje ninguém nos provou que ele tenha dito exatamente isso. Mas, na busca em que nos empenhamos para encontrá-la, acabamos por nos deparar com a frase verdadeira, vejamo-la:


"Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente; a partir daí, o progresso, de alguma sorte fatal nas formas inferiores da Natureza, só se pode realizar pelo acordo da vontade humana com as leis Eternas" (O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis. FEB, 1989, p. 123. Grifo nosso)


Obviamente, mesmo em sentido figurado. dormir na planta não é o mesmo que dormir na pedra, que é o assunto que ainda causa polêmica em nosso meio. Bom, a questão é saber se o sucessor do codificador contrariou aquilo que foi dito por ele. Particularmente, acreditamos que não.


Inicialmente, recorreremos ao que ele, Kardec, disse na Introdução da primeira edição de O Livro dos Espíritos:


"Qualquer que seja, é um fato que não se pode contestar, pois é um resultado de observação, é que os seres orgânicos têm em si uma força íntima que produz o fenômeno da vida, enquanto que essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos e que ela é independente da inteligência e do pensamento: que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; enfim, que entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e de pensamento, há uma dotada de um senso moral especial que lhe dá incontestável superioridade sobre as outras, é a espécie humana".
"Nós chamamos enfim inteligência animal o princípio intelectual comum aos diversos graus nos homens e nos animais, independente do princípio vital, e cuja fonte nos é desconhecida
" (O Livro dos Espíritos, Allan Kardec. IPECE, 2004, p. a 3. FEB, p. 15. Grifo nosso).


Isso foi necessário apenas para verificar que, já na primeira edição desse livro, Kardec, sem meias palavras, disse que "a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas", definindo-as dessa forma:


"Os seres orgânicos são os que têm em si uma fonte de atividade íntima que lhes dá a vida. Nascem, crescem, reproduzem-se por si mesmos e morrem. São providos de órgãos especiais para a execução dos diferentes atos da vida, órgãos esses apropriados às necessidades que a conservação própria lhes impõe. Nessa classe estão compreendidos os homens, os animais e as plantas" (p. 65. Grifo nosso).


ENTÃO, SEGUNDO KARDEC, PODEMOS classificar os seres orgânicos em homens, animais e plantas. Quando, no livro A Gênese, ele estuda o Instinto e a Inteligência (Capítulo 111), faz diversas considerações, nas quais vamos encontrar alguma coisa para dirimir possíveis dúvidas. Diz lá:


"O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos a atos espontâneos e involuntários, tendo em vista a conservação deles. Nos atos instintivos não há reflexão, nem combinação, nem premeditação. É assim que a planta procura o ar, se volta para a luz, dirige suas raízes para a água e para a terra nutriente; que a flor se abre e fecha alternativamente, conforme se lhe faz necessário; que as plantas trepadeiras se enroscam em torno daquilo que lhes serve de apoio, ou se lhe agarram com as gavinhas. É pelo instinto que os animais são avisados do que lhes convém ou prejudica; que buscam, conforme a estação, os climas propícios; que constroem, sem ensino prévio, com mais ou menos arte, segundo as espécies, leitos macios e abrigos para as suas progênies, armadilhas para apanhar a presa de que se nutrem; que manejam destramente as armas ofensivas e defensivas de que são providos; que os sexos se aproximam; que a mãe choca os filhos e que estes procuram o seio materno. No homem, só em começo da vida o instinto domina com exclusividade; é por instinto que a criança faz os primeiros movimentos, que toma o alimento, que grita para exprimir as suas necessidades, que imita o som da voz, que tenta falar e andar. No próprio adulto, certos atos são instintivos, tais como os movimentos espontâneos para evitar um risco, para fugir a um perigo, para manter o equilíbrio do corpo; tais ainda o piscar das pálpebras para moderar o brilho da luz, o abrir maquinal da boca para respirar, etc." (pp. 64-65. Grifo nosso).


Nessa fala de Kardec fica claro que ele admite o instinto nas plantas, nos animais e nos homens. Mas, "o que tem a ver instinto com inteligência?", poderia alguém nos perguntar. Pois bem, essa dúvida foi respondida pelos Espíritos, que afirmaram que o instinto é uma espécie de inteligência, uma inteligência não racional (resposta à pergunta 73). Um pouco mais à frente, ao comentar a resposta à pergunta 75, o codificador explica:


"O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita, em que suas manifestações são quase sempre espontâneas, ao passo que as da inteligência resultam de uma combinação e de um ato deliberado".
"O instinto varia em suas manifestações, conforme as espécies e as suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, isto é, à vontade e à liberdade"
(p. 69. Grifo nosso).


PORTANTO, PELA ORDEM, AS PLANTAS, os animais e os homens possuem o princípio inteligente, variando apenas quanto ao grau de sua manifestação. Entretanto, até agora, não houve nada relacionado aos minerais terem esse princípio, ou que o mesmo tenha, por alguma vez, estagiado em seres inorgânicos. Coisa difícil de entender, já que esses seres não possuem vitalidade; portanto, não estão sujeitos ao "nascer-crescer morrer", ciclo indispensável para que ocorra o progresso intelectual desse princípio.


O esclarecimento a respeito do instinto de conservação vai nos ajudar a clarear mais ainda essa questão. Vejamos em O Livro dos Espíritos:


"702. É lei da Natureza o instinto de conservação?"
"Sem dúvida. Todos os seres vivos o possuem, qualquer que seja o grau de sua inteligência. Nuns, é puramente maquinal, raciocinado em outros".
"703. Com que fim outorgou Deus a todos os seres vivos o instinto de conservação?"
"Porque todos têm que concorrer para cumprimento dos desígnios da Providência. Por isso foi que Deus lhes deu a necessidade de viver. Acresce que a vida é necessária ao aperfeiçoamento dos seres. Eles o sentem instintivamente, sem disso se aperceberem".
"728. É lei da Natureza a destruição?"
"Preciso é que tudo se destrua para renascer e se regenerar. Porque, o que chamais destruição não passa de uma transformação, que tem por fim a renovação e melhoria dos seres vivos".


Do que concluímos que todos os seres vivos possuem a inteligência em algum grau, que a vida é necessária a seu progresso e que a destruição é necessária para que isso ocorra; então, no que concerne aos minerais, acreditamos que nada disso se aplica.


Voltando ao livro A Gênese, iremos encontrar uma fala de Kardec que, a nosso ver, põe um ponto final sobre como ele via o assunto.
Vejamos quando ele fala da união do princípio espiritual e da matéria, no capítulo XI, item 10:


"Devendo a matéria ser o objeto de trabalho do Espírito, para o desenvolvimento de suas faculdades, era necessário que pudesse atuar sobre ela, por isso veio habitá-Ia, como o lenhador habita a floresta. Devendo ser a matéria, ao mesmo tempo, o objetivo e o instrumento de trabalho, Deus, em lugar de unir o Espírito à pedra rígida, criou, para seu uso, corpos organizados; flexíveis, capazes de receber todos os impulsos de sua vontade, e de se prestar a todos os movimentos".
"O corpo é pois, ao mesmo tempo, o envoltório e o instrumento do Espírito, e à medida que este adquire novas aptidões, ele reveste um envoltório apropriado ao novo gênero de trabalho que deve realizar, como se dá a um obreiro ferramentas menos grosseiras à medida que ele seja capaz de fazer uma obra mais cuidada
" (pp. 182-183. Grifo nosso).


PELO QUE PODEMOS DEDUZIR dessa fala, não há como admitir que o princípio inteligente tenha se estagiado nos minerais, a não ser contrariando o que aqui foi dito por Kardec.


Na explicação da resposta à pergunta 71 (LE), o codificador faz a seguinte consideração:


"A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos e que lhes dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer intercâmbio com o mundo exterior e de prover às suas necessidades".
"Podem distinguir-se assim:
1º - os seres inanimados, constituídos de matéria, sem vitalidade nem inteligência, que são os corpos brutos; 2º - os seres animados não pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3º - os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo a mais um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar"
(p. 68. Edição da FEB, p. 78).


Classificam-se, portanto, os reinos da natureza em três: o mineral, o vegetal e o animal, conforme essa ordem citada por Kardec. Assim, fica claro, pelo que ele coloca, que o reino mineral não tem vitalidade nem inteligência, o que também se confirma com: "A matéria inerte, que constitui o reino mineral, não tem senão uma força mecânica" (O Livro dos Espíritos. IDE, p. 245). Buscando-¬se também a questão 136a, veremos que a hipótese do princípio inteligente no mineral e de todo improvável, porquanto: "A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica" (idem, p. 91. Grifos nossos).


Conforme descobrimos, essa hipótese está nos livros No Mundo Maior e Evolução em Dois Mundos, da série André Luiz. Não seremos nós quem irá contestar o autor; entretanto, talvez por ousadia, questionamos a seguinte fala dele:


"A crisálida de consciência, que reside no cristal a rolar na corrente do rio, aí se acha em processo, Iibertatório ... " (No Mundo Maior. FEB, p. 45). Como um cristal, que rola no leito de um rio, "morre" para que a crisálida, que possivelmente esteja nele, passe para o estágio evolutivo seguinte? Quando nós usamos esses cristais, incrustando-os nas paredes de nossas casas, a crisálida ficaria ali presa indefinidamente? Devemos proteger os cristais como estamos querendo fazer em relação aos seres vivos dos outros reinos da natureza?


É por essas coisas que temos enorme dificuldade em aceitar tal premissa, que também, se não estivermos enganados, não é aquela que encontramos nas obras da codificação.


Dessa forma nos alinhamos com outros autores, já consagrados no meio espírita, que já responderam à pergunta que dá título a esse nosso texto, com um sonoro não.


Revista Espiritismo & Ciência. Ano 4. nº46.

http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=7915

Obrigada Waldir pela indicação deste artigo.

ClaudiaC.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A alma não existe no mineral!

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Primeiro para compreender sobre o que estamos falando, vou colar aqui o conceito de alma e princípio vital que está na introdução do O Livro dos Espíritos: “Pensamos que o mais lógico é tomá-la na sua significação mais vulgar e, por isso, chamamos alma ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo. […] chamaremos: Princípio vital, o princípio da vida material e orgânica, seja qual for a sua fonte, que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem.”

" A ALMA DORME NA PEDRA, SONHA NO VEGETAL, AGITA-SE NO ANIMAL E ACORDA NO HOMEM."

Esta citação acima é muito difundida no movimento espírita dando a sua autoria à Léon Denis. Eu já tentei encontrar a fonte, já que é uma citação entre aspas o que significa que foi escrita desta forma, mas até hoje não consegui encontrar.

No livro O Problema do Ser do Destino e da Dor somente encontrei o seguinte trecho:


"Nessa cadeia, cada elo representa uma forma de existência
que conduz a uma forma superior, a um organismo mais rico,
mais bem adaptado às necessidades, às manifestações crescentes
da vida. Mas, na escala da evolução, o pensamento, a
consciência, a liberdade aparecem apenas depois de muitos
degraus. Na planta, a inteligência fica adormecida; no animal, ela
sonha; apenas no homem ela acorda, conhece-se, possui-se e
torna-se consciente. A partir daí o progresso, de alguma sorte
fatal nas formas inferiores da natureza, só pode realizar-se pelo
acordo da vontade humana com as leis eternas."

Então me falaram que esta citação foi trazida por Herculano Pires em sua obra Agonia das Religiões, no capítulo 5, fui pesquisar e encontrei este trecho:

“Para Léon Denis, todo o processo de transformação se explica por uma frase genial: A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem.”

Mas Herculano infelizmente não nos diz de onde tirou esta citação e por não colocar entre aspas talvez não seja uma citação fiel ao texto original. Ela difere do trecho encontrado na obra de Léon Denis, por que lá ele fala de inteligência e nem sequer inclui os minerais.

Para resover esta questão teremos que recorrer a Kardec, que na A Gênese diz:

“Esse fluido penetra nos corpos como num imenso oceano. É nele que reside o princípio vital que dá nascimento à vida dos seres, e a perpetua sobre cada globo segundo sua condição, a princípio no estado latente que dormita ali onde a voz de um ser não o chama. Cada criatura, mineral, vegetal, animal ou de outra espécie, - pois há outros reinos naturais dos quais nem mesmo suspeitamos a existência - por virtude desse princípio vital universal, sabe adequar as condições de sua existência e de sua duração.
As moléculas do mineral têm certa soma dessa vida, assim como a semente e o embrião, e agrupam-se, conforme o organismo, em figuras simétricas que constituem os indivíduos.

Está claro que no mineral não existe alma no sentido de um ser imaterial e induvidualizado, mas existe apenas um princípio vital e aí sim poderíamos dizer que o princípio vital ou a vida dorme no mineral. Para não deixar nenhuma dúvida quanto a não existência da alma no mineral, coloco aqui mais uma explicação de Kardec, agora da Revista Espírita de setembro de 1868, do artigo Alma da Terra:

“Mas, admitindo, por um instante, que o princípio da vida tenha sua fonte no movimento molecular, não se poderá contestar que seja ainda mais rudimentar no mineral do que na planta; ora, daí a uma alma, cujo atributo essencial é a inteligência, a distância é grande. Cremos que ninguém pensou em dotar um calhau ou um pedaço de ferro com a faculdade de pensar, de querer e de compreender. Fazendo mesmo todas as concessões possíveis a este sistema, isto é, colocando-nos do ponto de vista dos que confundem o princípio vital com a alma propriamente dita, a alma do mineral nele não estaria senão em estado de germe latente, pois que nele não se revela por nenhuma manisfestação.”

Leiam com bastante atenção porque Kardec é muito claro e objetivo e afirma que se estiverem falando de alma confundindo com princípio vital, ou seja não o ser imaterial ou espírito, mas aquilo que dá a vida orgânica à matéria, neste caso, sob este ponto de vista podería-se dizer que tem em estado de germe latente. Acho que os espíritas que se dedicam a estudar seriamente a doutrina podem compreender este trecho e perceber o equívoco que o movimento espírita tem feito numa interpretação superficial e confusa da citação dita de Léon denis.

ClaudiaC.

23 de março de 2010

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