sábado, 2 de maio de 2020

Epidemia e a Comunicação Espírita

Tenho como objetivo refletir os últimos acontecimentos à luz da Doutrina Espírita com o objetivo de ajudar a todos, inclusive a mim mesma.


Bom dia amigos,

Faz muito tempo que não escrevo no blog. Iniciei um novo trabalho como professora de ensino fundamental, foi um tempo de novos estudos, novas perspectivas e novos trabalhos. Foram cinco ano bem produtivos e ainda são, pois amo demais meu trabalho, com seus benefícios e suas dificuldades. Porém o planeta Terra pausou.  Algo que seria pensando apenas numa obra cinematográfica está ocorrendo na porta de nossas casas. Uma forte pandemia, como ninguém viu antes e todos se perguntam: -E agora?

Estamos todos, ou muitos pelo menos, em isolamento social. Tenho descansado, lido (menos do que gostaria), acompanhado as redes sociais e refletido. Senti um impulso de escrever e me lembrei (provavelmente cutucada pelo meu espírito protetor ou familiar) do meu querido blog, e aqui estou.

Tenho como objetivo refletir os últimos acontecimentos à luz da Doutrina Espírita com o objetivo de ajudar a todos, inclusive a mim mesma.

Geralmente a primeira pergunta que nos vem a cabeça é por que isto ocorre, por que Deus permite que tantas pessoas morram. Para estas indagações a Doutrina Espírita possui algumas respostas. A primeira e mais contundente é muito simples: A morte não existe. Nós não morremos, apenas deixamos o nosso corpo físico que devido a uma doença não funciona mais. Porém vamos ver o que nos diz a Doutrina Espírita especificamente sobre este assunto na Revista Espírita de julho e outubro de 1967 e de novembro de 1868, sobre uma epidemia na Ilha Maurício (antiga Ilha de França).


Antes de iniciar preciso explicar onde fica esta ilha, Ilha Maurício é território da República de Maurício que é um país insular do oceano Índico, a cerca de 2.000 km da costa sudeste do continente africano. O país inclui as ilhas Maurícia e Rodrigues, a 560 km a leste da ilha Maurícia, e as ilhas exteriores.  A área do país é de 2.040 km². As Maurícias são conhecidas pela sua 

flora e fauna variadas, com muitas espécies endémicas da ilha. A ilha é amplamente conhecida como a única casa conhecida do dodo, que, juntamente com várias outras espécies de aves, foi extinta por atividades humanas relativamente pouco depois do assentamento da ilha. 
 

 A prosperidade na Maurícia prolongou-se até 1860, altura em que os preços do açúcar caíram abruptamente. Entre 1866 e 1869 dois fatos deixaram a Maurícia completamente arrasada: em 1866, 67 e 68, uma epidemia de malária afastou os navios de Port Louis, isolando por completo a ilha; em 1869, a abertura do Canal de Suez fez desviar muitas das rotas que passavam pela Maurícia.

(fontes: Wikipédia e Infopedia.pt)

Kardec inicia o artigo na Revista Espírita de julho 1867 revelando que há alguns meses um dos médiuns sonambúlicos lhes disse que naquele momento a ilha Maurício estava sendo devastada por uma terrível epidemia, que dizimava a população. Um dos correspondentes espíritas naquele local escreveu uma carta datada de 8 de maio, que Kardec coloca alguns trechos.

 “Vários Espíritos nos anunciaram, uns claramente, outros em termos proféticos, um flagelo destruidor prestes a nos fulminar. Tomamos estas revelações do ponto de vista moral, e não do ponto de vista físico. De repente uma moléstia estranha irrompe nesta pobre ilha; uma febre sem nome, que reveste todas as formas, começa suavemente, hipocritamente, depois aumenta e derruba a todos os que pode atingir. É agora uma verdadeira peste; os médicos não a entendem. Até agora, nenhum dos que foram atingidos se curaram”.

Vamos refletir um pouco sobre este trecho, principalmente quando ele diz que tomaram as revelações somente pelo ponto de vista moral. Isto poderia ocorrer nos dias de hoje? Qual é o nosso nível de idolatria atual? Idolatria num sentido amplo que designa aquele que se parece com uma estátua, sem vida e sem movimento. Muitos centro espíritas fazem reuniões mediúnicas com recebimento de mensagens, seja por psicografia ou psicofonia, estas seriam analisadas? Haveria uma reunião com os membros do centro para analisarem a mensagem recebida? Ou pelo simples fato de ser uma mensagem de um espírito já tem caráter incontestável?

A segunda reflexão é se pode um espírito nos avisar de um acontecimento futuro ruim? Pode se houver alguma utilidade nesta comunicação, como nos ensina o Livro dos Médiuns a comunicação séria é “[...] toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, tendo uma finalidade útil, mesmo que de interesse particular, é naturalmente séria [...] Desta forma um espírito protetor ou até mesmo um espírito familiar poderia avisar da chegada de uma epidemia ou pandemia se houvesse uma finalidade útil.

Kardec ainda afirma que “os flagelos destruidores, que devem causar danos à Humanidade, não sobre um ponto do globo, mas em toda parte, são em toda parte pressentidos pelos Espíritos”.

Fico me perguntando se nós espíritas paramos de conversar com os Espíritos? Eles vem conversar conosco, mas parece que apenas ouvimos, sequer escutamos o que nos falam. Será que nos tornamos ritualistas com o passar do tempo? A cada dia vejo mais espíritas não conseguindo coexistir com aquilo que lhe é diferente. Espero estar isolada numa ilha silenciosa, num mundo com muito barulho espiritual.

Ainda há muita coisa no qual podemos refletir sobre este assunto e estamos num momento em que o Universo nos diz para, vá com calma e olhe a sua volta. Semana que vem eu postarei mais reflexões sobre este momento ímpar nas nossas vidas.

Namastê

sábado, 18 de abril de 2015

ENCONTROS

orando

Feliz encontro

Duas almas

Dois seres

Duas estrelas.

 

Queda

Medo

Domínio

Solidão.

 

Um encontro vazio

Numa imensidão

De palavras frias

E mortais.

 

Lágrima

Espanto

Fogo

verdade

 

desencontro enfim

libertação

paz e turbilhão

encontro e queda.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

ROSTO NU

SOLIDO~1

Ele tinha o rosto nu,

Daqueles que nos é tão conhecido.

Corria fugindo de si,

Sem poder ver e sentir.

 

Em busca de uma palavra,

Circulava por séculos,

Como satélite que orbita

Silenciosamente seu mundo.

 

Sua identidade se perdeu,

Seus sentimentos se criaram,

Geraram ventos e tempestades,

E esvaíram em enchentes.

 

Doce paladar fechado,

Obsoleto no que é similar.

Visão de algo sombrio,

Como o beijo de uma mulher.

 

Tem em si a imagem do universo

A crença do inesperado,

A paciência do solavanco

E a docilidade do furacão.

 

É tudo que eu posso imaginar,

É mais do que poderia sentir.

Mas mesmo estando além de mim

É apenas um rosto nu.

 

ClaudiaC.

domingo, 5 de abril de 2015

Páscoa

 

A páscoa surgiu como um ritual de proteção divina, Moisés disse aos israelitas que imolassem um cordeiro de 1 ano, com o sangue deveria pintar os batentes da porta de seus lares para livrá-los da última praga, que foi a visita do Anjo da Morte que levaria todos os primogenitos.

Como pode Deus, a suprema justiça e bondade, mandar matar crianças?

Segundo o código penal da vida futura, no livro O Céu e o Inferno, no item 7 diz: “O Espírito sofre segundo o que fez sofrer, de maneira que sua atenção estando incessantemente voltada para as consequências desse mal, ele compreende melhor os incovenientes do seu procedimento e é levado a se corrigir”.

Pois bem, quando Moisés nasceu o faraó, com receio de que a população de israelitas aumentasse muito, mandou matar todos os bebês que nascessem. Razão pela qual os pais colocaram Moisés num cesto, no rio.

Segundo as leis divinas, os egipcios deveriam sofrer tal qual os israelitas sofreram e por isso seus filhos morreram. Deus é sempre justo em seus desígnios.

Lembro também a questão 199 do O Livro dos Espíritos: “Por que a vida se interrompe com frequência na infância?”

-“A duração da vida da criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do término devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais”.

O que demonstra claramente que a morte dos primogênitos egípcios foi uma expiação para os pais.

A páscoa cristã, que celebra a morte e ressurreisão de Cristo, surgiu porque ocorreu exatamente na páscoa judaica, a última ceia foi exatamente esta celebração. Sua morte passou a representar o sacrifício do Cordeiro Pascoal, do Cordeiro de Deus, que tiraria os pecados do homem.

O ovo de páscoa, surgiu nas festividades pagãs da primavera (hemisfério norte) que ocorriam na mesma época. Nestas festividades os pagãos europeus cultuavam Eostre ou Ostara a Deusa da Primavera, os símbolo utilizados de fertilidade,  renovação e renascimento eram o ovo e a lebre.

Assim, a páscoa que hoje conhecemos nada tem da sua origem, ela é uma mistura de cultos e costumes que tem como base única a fertilidade e a renovação.

domingo, 29 de março de 2015

PROVAS E EXPIAÇÕES

 

Muitas pessoas ainda possuem dúvidas quanto ao que sejam provas e expiações, outras que recentemente iniciaram seus estudos também tem alguma dificuldade no assunto, motivo pelo qual resolvi escrever sobre o assunto.

Kardec traz boas definições na Revista Espírita. Segundo ele a expiação implica sempre a ideia de um castigo que traz um sofrimento maior ou menor. Ela se realiza na vida corpórea através das provas que vivencia e na vida espiritual pelos sofrimentos morais.

Já as provas implicam uma inferioridade real ou presumida. São experiências ou dificuldades que passamos enquanto encarnados que irão demonstrar uma evolução espiritual. É através das provas que nos elevamos.

Desta forma, as expiações são consequências de uma falta, o mal que  sentimos, as provas são as maneiras como suportamos as diversidades.

Um espírito pode passar por provas sem que sejam expiações, mas aquele espírito que esteja expiando uma falta estará necessariamente passando por uma prova.

Na RE de 1863, Kardec diz que é um erro pensar que o caráter essencial da expiação seja o de ser imposta. Isto porque a doutrina espírita nos ensina que somos nós, enquanto desencarnados, que escolhemos nossas provas e expiações. Isto porque como espíritos, sem a influência da matéria pensamos a vida sob outra perspectiva. Por esta razão que se diz que devemos viver como homens e pensar como espíritos.

ClaudiaC.

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