No Movimento Espírita Brasileiro,há a predominância em adequar o Espiritismo a um aspecto religioso que, inexiste na Doutrina.Querem "cristianizar" a Doutrina Espírita: Enxertando termos "igrejistas",idolatria à Jesus,adotando uma postura sincrética e mais afeita a um atavismo místico-religioso.
Todas as doutrinas organizadas tem o seu corpo de princípios,seus postulados,sua orientação.O Espiritualismo,em sua amplitude,é a matriz de muitas escolas,religiões e correntes filosóficas,mas a própria disciplina da inteligência exige que se dê a cada religião ou doutrina o seu lugar inconfundível:Espiritismo é Espiritismo;Teosofia é Teosofia;e por aí vai...
O Espiritismo é uma doutrina universalista,tanto quanto as doutrinas que mais o sejam;mas é indispensável não levar a noção de universalismo ao arbítrio de acomodações inconvenientes,senão prejudiciais à clareza do espírito analítico.
O Espiritismo é universalista,porque os fatos do Espírito são universais,os seus problemas tem o sentido da universalidade,mas também é oportuno acentuar que o Espiritismo não é uma forma de sincretismo doutrinário ou religioso,sem unidade nem consistência.
Já se falseou muito a idéia de universalismo.Ser universalista é ter visão global do conhecimento,é estimar a universalidade dos valores espirituais acima e além de todas as configurações geográficas ou históricas.Universalismo é convicção,é uma posição consciente em face da cultura humana e espiritual;não é,portanto,a junção pura e simples de crenças,doutrinas e práticas diversas.
Há muita confusão ideológica em lugar do universalismo.
Espiritualista, aquele ou aquela pessoa cuja doutrina é oposta ao materialismo.
Aquele que crê que em nós existe outra coisa,além da matéria,é espiritualista,o que não implica a crença nos Espíritos e nas suas manifestações.
Todo espírita é necessariamente espiritualista,mas nem todos os espiritualistas são espíritas.
As verdades espirituais são únicas,estando nas leis de Deus,vigorando em todos os cantos do planeta e em todo o Universo.
É muito natural e válido que nós,espíritas,alarguemos nossa vista em torno do espiritualismo em geral...mas devemos tomar o devido cuidado para que,estudando as várias correntes espiritualistas,não deixemos de conhecer em profundidade o Espiritismo;porque se percebe que há um fascínio exercido pelas várias colocações espiritualistas,através de seus ritos,das suas expressões atávicas,dos seus modismos,produzem muito impacto em nossa mente sonhadora.E pelo desconhecimento das bases da Doutrina Espírita(que está assentada em leis naturais),que não tem culto nem ritual,que não está vinculada aos atavismos clericais do passado...
Devemos examinar tudo,reter o que é bom,mas ao falarmos de Doutrina Espírita,que o façamos conforme seus postulados...
Não confundir Moral com religião.
Primeiramente,a Moral não pertence à Jesus, pois,ele foi um enviado de Deus,entre tantos outros abnegados Espíritos.Em segundo lugar,no Espiritismo, estudamos as Leis Morais,num contexto da Lei de Deus.
Terceiro,devemos ter em mente,os exemplos morais de Jesus,como parâmetro de nossa reforma íntima e,portanto,não somos seguidores dele como convém à uma postura sincrética,idólatra e de visão antropomórfica, que agradam a quem tem atavismo místico-religioso.
Não devemos nos ater à uma "tendência agregacionista",pois ao invés de o pensamento espírita ajudar a ver o mundo dentro da óptica da Vida Superior,para que o indivíduo saia do nível das considerações meramente materiais,vê-se que tudo que é encontrado de "interessante" mundo afora,deseja-se agregar ao Espiritismo.Cânticos,terapias,experiment
Não devemos nos ater às peculiaridades de princípios particulares de sistemas humanos que não tenham uma proposta libertadora e edificante que,magistralmente, os Espíritos Superiores disponibilizaram com as ferramentas do aspecto da Doutrina Espírita:Ciência e Filosofia (Moral).
Repito: Deus não criou a religião e nem Jesus o Cristianismo...toda a naturalidade de expressão paira, necessariamente, acima de "sistemas humanos" por se conciliar com a observância das leis naturais.
O entendimento do que seja a "obra do Cristo", é o exercício da função de um mensageiro, e não o criador do ensino.O cuidado apenas para que não se confunda com interpretações literais.
Bem como o fato de, o Espiritismo ser a extensão de leis naturais na forma de ensino dos princípios e leis que regem a fenomenologia espírita nos remetendo a Deus.
Isso para que não desfiguremos a obra divina.Que Jesus seja um exemplo e modelo sim, é correto, mas como exemplo moral que a criatura poderá sempre se espelhar. Um Espírito superior tem moral elevada,e é nesse sentido... e não o que a idolatria criou, como fazem dentro do Movimento Espírita.
Na medida em que se vai estudando e compreendendo o Espiritismo,nos desapegaremos de velhos sistemas e assim teremos Deus como tema central e deixaremos a idolatria da figura do Cristo de lado ,onde nos agarramos por vínculo das religiões vivenciadas no pretérito... Mas o Espiritismo nos direciona a entender as Leis Divinas.
Dentro das obras, com exceção do ESE que trata dos exemplos morais de Jesus, vemos a todo momento a indicação de que precisamos conhecer melhor as leis naturais(Lê-se Lei de Deus).
Simplesmente, a visão religiosa e enfoque antropomórfico...transformaram Jesus numa deidade...num líder religioso...e todos nós sabemos que a proposta espírita é libertadora e edificante...e não autoriza uma barbárie dessas...não devemos seguir a Jesus... mas tão somente nos espelharmos no exemplo moral desse excelso Espírito e também, de tantos outros abnegados e não menos importantes...que foram mensageiros de princípios espirituais da Lei de Deus.
O Cristianismo foi criado por homens e pelo que sabemos...o Espiritismo que tem o seu aspecto de Ciência e Filosofia (Moral)...não é um sistema humano e tem a chancela das leis naturais que nos remetem a Deus.
Segue ele em busca de algo que promova isso. Veja que ele espera que se "promova algo" e não que ele se "trabalhe interiormente" para que isso ocorra...
A quem deve se apegar para começar a se sentir melhor?
A Jesus.É aí que começa o processo da idolatria.
Ele passa a falar dos ensinos(que são de Deus), mas não os segue...ele fala da bondade de Jesus, mas não se torna bondoso.
Ele fala da moralidade(exemplos morais) de Jesus, mas não a pratica.
Ele fala do amor de Jesus pelos Espíritos encarnados na Terra, mas não se ama e a ninguém ama, pois é egoísta.
Ele não examina que o Cristo veio pelo amor que Deus tem por nós, e que o Cristo não transformou e nem salvou ninguém. Muito pelo contrário, os que se diziam amá-lo se calaram e nada fizeram nem por ele e nem por si mesmos...
Então, é por isso que o Homem elege um ídolo, para se sentir melhor consigo mesmo, para saber que segue alguma coisa que o eximirá do esforço pessoal, para se sentir mais seguro,mas fica na expectativa de que esse alguém que ele elegeu "promova" sua transformação.
Pura fé cega, fruto da idolatria e da necessidade de se transformar.
A revelação da verdade sobre o plano espiritual não é e nunca foi privilégio do Cristianismo.
O Cristo não fundou religião alguma, propagou, tão somente, Ensinos Morais(Lê-se Lei de Deus).
Em todas as épocas sempre houve granítica rejeição a novas idéias, principalmente quando vinham desestruturar antigos paradigmas. Com o Espiritismo não poderia ser diferente.
O conhecimento espírita vinha jogar por terra o poder religioso, contrariando fabulosos interesses, ancorados em poderosas estruturas. Isto porque veio proclamar que não são as religiões que salvam, mas apenas e exclusivamente a conduta de cada um. Veio informar também que não existe salvação, porque ninguém está perdido, mas há a reencarnação e a lei de causa e efeito, cujas engrenagens conduzem os seres à evolução, mostrando ainda, que cada pessoa é a única responsável por seu presente e pelo seu futuro.
Mas o Espiritismo não é uma religião, considerando-se que esse termo pressupõe dogmas, sacerdócio, culto, rituais, sacramentos, obrigações, adoração, etc..
As religiões cristãs pregam a divindade de Jesus e sua condição de "único Senhor e Salvador", aquele que, com seu "sacrifício", com o "derramamento do seu sangue", possibilitou a "salvação" dos homens que nele cressem e fossem em seu nome batizados.
No Espiritismo não há dogmas, sacerdócio, cultos, rituais, sacramentos, obrigações, adorações. É formado pelas ferramentas: Ciência e Filosofia (Moral),firmemente assentados em leis naturais.
A Moral difere diametralmente de Religião;o que existe são abordagens morais num contexto religioso,simplesmente,a religião o enfoca,o que não significa se tratar da moral propriamente dita.
A Moral nos insere na Lei de Deus e, por isso mesmo,não seria um sistema humano(religião) que o substituiria e desempenharia o seu papel na Humanidade!!
É tão claro e profundo,mas teimam em desvirtuá-lo,para acomodar à Doutrina a uma rotulagem religiosa que nada tem a ver...
Na Doutrina Espírita estudam-se Leis Morais em que,temos Deus como referência maior ao entendermos as leis naturais em seus aspectos de alcance intelecto-moral...
Cristo é um título criado pelos homens para "ungido" e que originou um sistema humano(Cristianismo) que nada tem de "primitivo"ou "puro"...o Espiritismo aborda os aspectos moralizantes dos ensinos num determinado período da história em que Jesus foi um instrumento de Deus.
O Espiritismo não é religião e nem cristão.
